eu quero é mais deputados como a Rita e o Bernardino na Assembleia da República

É por intervenções e participações destas que não sou a favor de diminuir o número de deputados na Assembleia da República. Com o nosso método eleitoral a redução de deputados só dá jeito aos partidos da maioria da Troika (PSD e PS) porque assim são menos as vozes dissonantes das suas políticas, assim são menos as vozes a defender melhores condições de vida para a maioria da população.
Com esta qualidade eu quero é mais deputados como a Rita e o Bernardino na Assembleia da República. É com pessoas como eles que as coisas mudam porque dizem a quem de direito e nos locais próprios a realidade com que a maioria das pessoas se defronta, e porque defendem alternativas viáveis apesar de serem muitas vezes enquadradas pelos media e pelo governo de utópicas, ou então de cassetes, para que as pessoas deixem de ouvir com atenção o que deviam como qualquer bom preconceituoso treinado ou em treino.

O sr. Ministro falou no aumento das pensões mínimas, fazendo um arredondamento por cima e pensando no aumento dos 8€ que não chegou de facto aos 8€, nós estamos a falar de 0,26€ por dia. O sr. Ministro é o Ministro da Solidariedade Social devia envergonhá-lo vir dizer que aumentou 0,26€ por dia uma pensão na ordem dos 250€. Porque o sr. Ministro acha que estas pessoas passam poucas dificuldades? 256€?

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E o sr. Ministro já nos falou aqui por diversas vezes da mudança de paradigma, a mudança de paradigma não é mudança nenhuma é um retrocesso, é um retrocesso social que nos conduz aos tempos do fascismo e da sopa dos pobres. É que o 25 de Abril permitiu um passo em frente na emancipação das pessoas e na sua condição de dignidade que é o acesso aos direitos fundamentais consagrados na Constituição. A mudança do paradigma que aqui nos traz é do take away para os pobres!? Ó sr. Ministro, eu acho que o sr. Ministro devia-se envergonhar de usar estas expressões aqui no parlamento. Take away para os pobres? Os pobres não precisam de tupperware, os pobres precisam é de ter emprego, um salário digno, precisam de ter uma pensão digna, precisam de ter acesso ao sistema de transportes, precisam de ter acesso ao Serviço Nacional de Saúde, precisam de ter acesso aos serviços sociais e aos serviços públicos.

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Não há discurso de defesa da caridade que cole com a realidade. As pessoas precisam de emprego com direitos e de pensões dignas. (Para ouvir e ver o resto da intervenção, é clicar no vídeo que está no fim do post!)

queria perguntar à sra. deputada Carina Oliveira se não participou aqui há tempos numa vigília contra o encerramento de extensões de saúde em Ourém? Se não é verdade que em Ourém se diminuiu o horário de funcionamento para as 18 horas e que a sra. deputada se manifestou contra essa diminuição? E se a sra. deputada não é a relatora da petição que está apresentada contra o encerramento de serviços no centro hospitalar do Médio Tejo que aguarda o seu relatório porque a sra. deputada não quer comprometer com o encerramento que está a ser feito nessa matéria. Olhe sra. deputada na segunda-feira vou participar num debate em Tomar sobre o centro hospitalr do Médio Tejo, vá lá a sra. deputada fazer o discurso que fez aqui que eu quero ver se tem coragem de o fazer em frente às populações e aos profissionais de saúde

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… depois quanto ao favorecimento de interesses privados e privatização, ó sra. deputada as PPP’s (parcerias público privadas) são privatizações. As PPP’s foram criadas pelo governo anterior PSD/CDS, as PPP’s da Saúde têm origem nesse governo, as outras as rodiviárias são do PS é verdade, mas essas são vossas, são exclusivamente vossas, são pai e mãe das PPP’s da saúde os deputados do PSD e do CDS.

Logo deixo cá outros exemplos como estes. É que não são todos iguais ao contrário do que se diz com o objectivo de levar as pessoas a resignarem-se a mais do mesmo como tem acontecido sucessivamente de uns governos para os outros.