No concelho como no país: a preocupação do PS e do PSD são as necessidades e as dificuldades dos seus concidadãos!

É sabido que há gente mais resiliente e gente menos resiliente e que essa capacidade influi na forma como as pessoas lidam com os acontecimentos que têm lugar nas suas vidas. O que não se sabia era quão dessa capacidade possuem alguns membros que integram neste momento os partidos, do chamadao arco da governação – PS e PSD, que perderam as eleições no concelho de Silves.
Parece, pelo resultado da votação – chumbo – de fazer da Feira de Todos os Santos uma Feira Franca que a resiliência é pouca mas vou ainda mais longe, parece que a capacidade de colocar os interesses do concelho e de todos nós população à frente da dor de cotovelo ou azia que algumas pessoas parecem ainda padecer – isto de vivermos em democracia é tramado! – é complicado. Eu percebo, somos animais de hábitos e ao fim de 16 anos é difícil mudá-los, os métodos de condicionamento da outra senhora pelos vistos são tão excepcionais como os efeitos que Pavlov provocava no cão que só de ouvir a campainha salivava, houvesse bife ou não…

Espero que muitos a quem falta resiliência e sentido de democracia não tenham andado a fazer promessas aos feirantes durante o período da campanha eleitoral, se isto é uma forma de punir a população que não votou nos partidos em questão é de uma falta de responsabilidade e sentido cívico e moral mas mais ainda, de solidariedade para quem vive no concelho, para quem cá desenvolve a sua actividade económica e para quem nos visita. Princípio de democracia e de gestão organizacional: quando se falha alcançar um determinado objectivo e se pretende apurar responsabilidades para mudar o contexto e poder seguir-se para outra luta deve olhar-se para dentro da organização da qual se faz parte ao invés de procurar responsabilizar e, ou, prejudicar quem está de fora. Por outro lado, e que me parece bem pior, é o defraudar aqueles que depositaram confiança nas promessas que lhes fizeram e que os levaram a votar nessas mesmas pessoas e nesses mesmos partidos – porque revela de que é feita a sua espinha vertebral, o seu carácter. Venha de lá o argumento que vier, do mais esfarrapado ao mais elaborado como o escudar-se na lei, vale zero face ao facto de os mesmos protagonistas que agora se escudam na lei terem aprovado que a feira fosse franca em recentes anos passados – e a lei ainda é a mesma. E quem ainda ousar de forma leviana, colocando em causa que toda e qualquer pessoa neste concelho tem um cérebro pensante, referir que a isenção de taxas da feira teria que passar pela Assembleia Municipal faça um favor a si próprio e pergunte-se o que levaria pessoas de um mesmo partido votarem diferentemente uma mesma proposta – coisa que desde que há 4 anos fui eleita para a Assembleia nunca vi acontecer.

Consideram que uma feira com a história, tradição e a dimensão que a Feira de Todos os Santos costumava ter, e que se tem vindo a definhar ao longo do tempo pela gestão que vieram a fazer da mesma, beneficiava pouco com a isenção das taxas? Custa perceber que isenção de taxas torna a feira mais apelativa aos feirantes o que leva a que mais feirantes tomem parte na mesma e que por sua vez atrai mais pessoas? Custa perceber que a feira move a economia dos feirantes mas também a da cidade? Se custa perceber, quais foram as motivações para em 2009 e 2010 os membros que agora chumbaram a sua efectivação como feira franca a terem aprovado?! Custa perceber que a alavancagem da economia passa pelo incentivo ao invés de pelos aumentos de taxas e impostos e pelos cortes nos salários e pensões? – que parecem ser as únicas medidas que os membros e os partidos do arco do poder PSD e PS conhecem… Depois, para quem se diz importado com a imagem do concelho e com a sua promoção turística é assim que acham que se atraem pessoas e investimento? A não ser que estejam a querer vender que Silves é um bom concelho para quem se quer penitenciar… Ver notícias Sul Informação, Região Sul, Correio da Manhã

Mesmo depois do sinal claro que foi o resultado destas eleições autárquicas no concelho de Silves, esperam estes protagonistas sinceramente que as pessoas engulam todas essas contradições sem que daí resulte um julgamento – eleitoral, moral, etc – que leve a mudanças? E vão desde o dia da tomada de posse até ao final deste mandato manter esta posição coerente nas suas infinitas incoerências que provoca dolo a todos nós só porque os seus egos se recusam a conciliar os próprios desejos com a realidade? E se têm uma atitude destas face à proposta para a feira que atitudes esperar relativamente a outras questões? Afinal são políticos em causa própria ou em causa pública? Questões pertinentes que todas as pessoas devem ter sempre em conta no exercício da actividade dos políticos e que devem avaliar.

Para finalizar, fundamentos psicológicos da democracia: além da disposição para ser politicamente activo é necessário ter a capacidade para tolerar o envolvimento político de outros, mesmo aqueles percebidos como “inimigos”.

A Proposta do Executivo aqui, e o Comunicado acerca do chumbo da realização da feira como franca aqui.

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A Feira de Todos os Santos tem lugar, este ano, entre os dias 31 de outubro e 3 de novembro. O evento decorre no parque de estacionamento atrás do castelo e arruamentos adjacentes.
Este evento tem uma longa tradição na cidade, já que se realiza desde o ano de 1492, ocasião em que Silves foi agraciada com a “Carta de Feira” pelo rei D. João II. Nessa altura, apenas as localidades de Loulé (1291) e Tavira (1490) tinham tal privilégio. A feira de Santa Iria só passou a existir em Faro a partir de 1596 e, em Portimão, a feira de São Martinho data de 1662.

os resultados para a Câmara Municipal de Silves em gráficos!

Resultados Globais para a Câmara Municipal de Silves

Resultados Globais para a Câmara Municipal de Silves

 

Resultados Globais para a Assembleia Municipal de Silves

Resultados Globais para a Assembleia Municipal de Silves

 

Resultados em São Marcos da Serra para a Câmara Municipal de Silves

Resultados em São Marcos da Serra para a Câmara Municipal de Silves

 

Resultados em Silves para a Câmara Municipal de Silves

Resultados em Silves para a Câmara Municipal de Silves

 

Resultados em São Bartolomeu de Messines para a Câmara Municipal de Silves

Resultados em São Bartolomeu de Messines para a Câmara Municipal de Silves

 

Resultados em Armação de Pêra para a Câmara Municipal de Silves

Resultados em Armação de Pêra para a Câmara Municipal de Silves

 

Resultados em Algoz e Tunes para a Câmara Municipal de Silves

Resultados em Algoz e Tunes para a Câmara Municipal de Silves

 

Resultados em Alcantarilha e Pêra para a Câmara Municipal de Silves

Resultados em Alcantarilha e Pêra para a Câmara Municipal de Silves

 

Resultados em São Marcos da Serra para a Assembleia Municipal de Silves

Resultados em São Marcos da Serra para a Assembleia Municipal de Silves

 

Resultados em Silves para a Assembleia Municipal de Silves

Resultados em Silves para a Assembleia Municipal de Silves

 

Resultado em São Bartolomeu de Messines para a Assembleia Municipal de Silves

Resultado em São Bartolomeu de Messines para a Assembleia Municipal de Silves

 

Resultados em Algoz e Tunes para a Assembleia Municipal de Silves

Resultados em Algoz e Tunes para a Assembleia Municipal de Silves

 

Resultados em Alcantarilha e Pêra para a Assembleia Municipal de Silves

Resultados em Alcantarilha e Pêra para a Assembleia Municipal de Silves

 

Mudar para melhor … não a qualquer preço!

16 anos de governação ininterrupta do PSD local, correspondentes a quatro mandatos autárquicos no município de Silves, justificam a necessidade imperiosa de mudança nos destinos do concelho, não só pela prática rotineira instalada, perda de dinâmica, inércia e estagnação, como sobretudo pela má gestão e subalternização da defesa do interesse público cujo zénite foi atingido com o Caso Viga d´Ouro, espécie de BPN local, que vai sacando milhões de euros aos bolsos dos contribuintes.
É surpreendente ouvir a liderança autárquica afirmar que as contas públicas estão controladas e de boa saúde.
A ser assim, a autarquia poderia e deveria promover medidas anticíclicas (baixando os impostos, taxas e licenças) e dinamizar o investimento no sentido de contrariar e amenizar o ambiente recessivo.
A saúde financeira é tão boa que não há fundos para a compra de simples luvas para os funcionários da recolha do lixo … para a reparação das viaturas de recolha do lixo, ou mesmo para a sua inspeção periódica … para adquirir papel higiénico para os WC do edifício sede do Município e demais instalações … para manter as transferências para as Juntas de Freguesia e coletividades … para assumir parte das competências e obrigações contraídas com as escolas do ensino básico …para desinfestações preventivas em Armação de Pêra e restantes freguesias!
Tudo isto, aliado à quebra quase total no investimento programado (18% de taxa de execução média nos últimos 3 anos). Devido à implementação da Lei dos Compromissos Financeiros que se revelou boa medida para os maus gestores mas castradora e estúpida para quem governa com rigor e competência, e num clima de paralisia da atividade municipal, o passivo corrente baixou para os 2,3 milhões de euros, o passivo financeiro mantém-se na ordem dos 15 milhões de euros, mas… atenção … os ventos do Caso Viga d´Ouro, só por si, provocarão um buraco estimado entre 8 e 10 milhões de euros.
(A título de comparação, o panorama descrito é a antítese do desempenho do mandato autárquico 1994-1997 (Maioria CDU) que em matéria de gestão financeira terminou com um Passivo Corrente quase inexistente (2,3 m. de euros), considerando-se o crédito dos reembolsos comunitários/nacionais no montante de 1,9 m.euros (relativo a despesa paga), e um Passivo Financeiro (1,3 m. euros) – 27% da capacidade de endividamento, num quadro geral de intensa atividade e investimento. A CMS posicionou-se no topo dos municípios algarvios em termos de volume de captação de fundos comunitários.)
Mudar, implica fazê-lo para melhor, não a qualquer preço. A praxis autárquica baseada na “velha política”- composta por intriga, falsidade, teias clientelares, ocultação da corrupção e de interesses promíscuos, discriminação de munícipes, freguesias e instituições, perseguição e represália, incumprimento de promessas -, tendo como propósito central a preservação do poder a todo o custo, segundo uma lógica de secundarização do interesse público e da resolução dos problemas das populações e do território, tem de acabar.  
Na oposição, em campanha eleitoral ou nas cadeiras do poder, tem de existir clareza e coerência. É neste plano comportamental que não se entende as posições do PS local (síndrome do bloco central) em momentos-chave da atividade municipal.
Recorrendo à abstenção, à ausência deliberada de um dos seus Vereadores, pactos secretos ou desalinhamento de membros da sua bancada na Assembleia Municipal, viabiliza as propostas da maioria PSD (orçamentos camarários penalizadores das freguesias, coletividades e associações por via de cortes brutais nas transferências de verbas; aumentos violentos do tarifário da água, tabela de taxas e licenças; teto máximo nos impostos (IMI); adjudicação por ajuste direto de serviços jurídicos à Sociedade de Advogados PLMJ (com fortes ligações a figuras gradas do PSD), contratada para a defesa da causa perdida do processo Viga d´Ouro, contrariando a lei da contratação pública, num volume de despesa que já ascende aos 500 mil euros de chorudos honorários!).  
E rejeita a proposta da Vereadora Rosa Palma (CDU) que visava responsabilizar criminal e civilmente os decisores políticos envolvidos no Caso Viga d´Ouro.  
No processo de mudança para melhor, exige-se que os protagonistas da campanha eleitoral autárquica, privilegiem a apresentação dos seus candidatos, a defesa das suas propostas, ideias, e o uso de argumentário político sério e eticamente irrepreensível, abstendo-se da intriga, da mentira torpe e de ataques pessoais, respeitando o adversário. Há vida para além da política.
Contrariamente ao enunciado no discurso de apresentação de um dos candidatos à presidência da autarquia silvense que proclamou solenemente a necessidade de uma campanha limpa, já há vários testemunhos e evidências de que a promessa se resumiu às palavras.
Cabe ao eleitorado discernir, avaliar o perfil dos candidatos, as soluções e a capacidade de realização dos partidos/coligações concorrentes, tendo em conta as experiências passadas, e do cimo da sua sabedoria, derrotar a “velha política” e distinguir quem oferece maiores garantias de trabalho competente e sério, e apego à causa pública.
Francisco Martins, Economista
Jornal “Terra Ruiva”
Edição de Setembro/2013

Espólio do Museu da Cortiça de Silves

“A vereadora da CDU, Rosa Palma, apresentou ontem (7 de Agosto), na reunião ordinária da Câmara Municipal de Silves, uma proposta para que o Executivo Permanente PSD da Câmara Municipal de Silves assegure verbas para adquirir o espólio cultural do Museu da Cortiça de Silves, no mais breve prazo possível. Esta proposta foi aprovada por unanimidade.

Assim, deixando para outro momento e local a análise das causas e responsabilidades, a CDU tenta evitar que aquele valioso património cultural se perca, no todo ou em fragmentos. É urgente salvar a maquinaria e vários objectos ligados à transformação da cortiça, com valor histórico e industrial. Seria criminoso não salvaguardar o maior arquivo documental do mundo sobre a história da indústria da cortiça. Seria imperdoável não preservar o espólio daquele que em 2001, com o prémio Luigi Micheletti, foi considerado o melhor museu industrial europeu e é, ainda hoje, o principal Museu da Cortiça em Portugal.

CDU Silves”
Consulte a proposta aqui

Câmara Municipal de Silves: adjudicação directa de serviços jurídicos

A 31 de Julho de 2013, na reunião extraordinária da Câmara Municipal de Silves, foi aprovada a proposta do executivo social-democrata (PSD), de adjudicação dos serviços jurídicos por ajuste directo à PLMJ Sociedade de Advogados, RL., com a abstenção do Partido Socialista (PS) e com voto contra da Coligação Democrática Unitária (PCP-PEV).

Lamentavelmente, embora, não totalmente surpreendidos, a CDU regista a posição dos Vereadores do PS, que através da abstenção, viabilizaram a proposta da Maioria PSD na Câmara Municipal de Silves, no sentido de atribuir por Ajuste Directo, na nossa opinião, à revelia da Lei e com gastos desnecessários e volumosos para o erário público – conforme demonstrado na Declaração de Voto – a prestação de serviços jurídicos à empresa PLMJ Sociedade de Advogados, RL.

Infelizmente, o PS Silves habituou-nos ao seu fraquejar nos momentos decisivos, e aliar-se ao PSD local, quando estão em causa assuntos verdadeiramente importantes para a vida dos munícipes e do concelho de Silves. Exemplos: viabilização dos orçamentos camarários contendo reduções brutais nas transferências para as Juntas de Freguesia e no volume de subsídios às colectividades; aumentos exponenciais do tarifário da água e saneamento, taxas e licenças, etc.

Que cada um faça o seu juízo de valor!

 

CDU Silves

Rogério Pinto e as famigeradas promessas em campanha eleitoral

veja a entrevista:

https://socialcam.com/v/uedwGmzv?autostart=true

De promessas está a governação desta autarquia cheia, são 16 anos. Rogério Pinto assimilou a única coisa que Isabel Soares sabia fazer. Promete agora desassorear o Rio Arade e refere numa nuvem de mistério que há investimentos para 2014. O Rio Arade nunca foi desassoreado porque o ‪#‎PSD‬ com Isabel Soares, e já em 2011 com Rogério Pinto, é verbo de encher e projecto que nunca foi feito – até porque a obra nunca foi adjudicada. Quanto aos investimentos mistério – frase feita para agarrar as pessoas a uma esperança que ainda têm mas que verá tanto a luz do dia como viu o rio. 16 anos de uma mão cheia de nada para a maioria das freguesias do concelho. O lema da campanha eleitoral de Rogério Pinto deveria ser: prometer sempre. Já que trabalhar no que promete, está quieto. Aliás, lembrem-se bem da campanha de marketing, a que o ‪#‎Governo‬ da mesma cor deu uma ajuda, aquando do tornado. Ajuda zero, única coisa que fizeram foi dizer que a autarquia podia endividar-se. E mencionar ainda que se não fosse a ajuda dos presidentes das juntas de freguesia do concelho, a cidade de Silves não teria sido limpa como foi, ao contrário do que o Sr. Presidente diz: que foi ele.

Como somos apologistas que as pessoas devem ter a maior informação disponível para apreciarem os assuntos com coerência e contextualizados, sobre o processo de desassoreamento do Rio Arade deixamos aqui um memorando da autoria de Francisco Martins.

Rogério Pinto em Campanha Eleitoral

veja a entrevista:

https://socialcam.com/v/78ZxVttk?autostart=true

Ora, eu sou jovem e estou descontente com o trabalho do actual presidente da Câmara Municipal de ‪Silves‬. Afinal, olhe-se para o concelho, e fora estas reportagens de maquilhagem social – a que a televisão pública se devia escusar, o que é que tem sido feito nas freguesias do concelho – de Armação de Pêra a São Marcos da Serra? E pela juventude? Quantos amigos, jovens adultos, é que já partiram para fora do concelho mas também do país porque aqui a realidade de trabalho é inexistente? Mas, esperar algo diferente do mesmo partido ‪PSD‬ que nos governa a nível nacional, há quase 3 anos, e concelhio, há 16 anos, era ser-se além de ingénuo, ignorante. Certo?

Portugal: a verdadeira tirania

Só é uma verdadeira tirania aquela que se exerce inconscientemente sobre as almas, porque essa é a única que não se pode combater. – Gustave Le Bon

A decadência da civilização e dos seus valores tem como representantes máximos o presidente da república – Cavaco Silva, o primeiro-ministro – Pedro Passos Coelho e claro, o sempre primeiro-ministro wanna be –  Paulo Portas.

O espectáculo a que assistimos é quase tão deplorável como o desmembrar dos criminosos em plena praça pública no século XVIII. Mau porque o público “voyeur” fica maravilhado com as imagens límpidas e pungentes, sabendo bem da arte de impressionar Passos Coelho e Paulo Portas (e os seus partidos, PSD e CDS) conhecem bem a arte de as governar, de nos governar! Pior porque quem está a ser desmembrado é quem está a ver e nem se apercebe disso, pensa que está a ver o espectáculo quando é o espectáculo.

Contingências: somos tão evoluídos hoje em dia como o eram os nossos antecessores nesse século relativamente ao largo sistema de disciplina das sociedades. No entanto, Pedro Passos Coelho não se coibiu de falar em progresso e prosperidade no discurso mais obsoleto alguma vez produzido por um primeiro-ministro (ou talvez tenham existido outros igualmente maus ou piores). Obsoleto porque arcaico no conteúdo e formulação, recorreu ao simplismo de sentimentos, ao exagero do discurso, à afirmação e repetição, como se isso o protegesse, ou aos portugueses, da dúvida e da incerteza. Tudo sem nada demonstrar pelo raciocínio.

Paulo Portas nada disse, parece que vai falar hoje às 20h. Como bons mestres da arte da decepção manipulam todos os instrumentos a seu bel-prazer nesta configuração de poderes. Daí o horário nobre. A necessidade de se conhecer o que vai dizer, afinal trata-se do rumo do país onde vivemos; e o aproveitamento da comunicação social que por esta altura já está a vender mais conteúdos que anteontem. Ainda sobre Portas: a saída, supostamente por ruptura de ideias e quiçá valores – assim dizia o comunicado, escolheu a melhora altura. Não ter de apresentar um orçamento que nem com muitas contas de mercearia ia bater certo – bem se viu como foi com Gaspar; distanciar-se numa tentativa de salvar a sua face, exercendo um poder que talvez Passos nunca pensou que ele exercesse; distanciar-se numa tentativa de salvar a face do CDS – como se até agora tivessem tido papel de meros espectadores nas políticas levadas a cabo, mentira o papel foi muito activo. Conclusão: ainda vamos ver Portas considerado salvador da pátria porque fez cair o Governo (do qual fez parte – a única altura em que alguém terá conseguido governar e fazer oposição ao mesmo tempo).

De Cavaco nada se sabe, o presidente que preside sem cadeira porque dela sempre abdicou, para não entrarmos em leituras de subterfúgio que levam muitos dos comentadores a falar de uma cadeira invisível, continua mudo. As instituições são feitas por quem lá está, por quem as dirige, não têm a áurea de virtude intrínseca que muitos gostam de propagandear:

em si mesmas não são boas nem más. Sendo boas num determinado momento para um determinado povo, podem ser destestáveis para outro. –  Gustave Le Bon

Ou podem até ser boas para uma determinada parte da população e detestáveis para outra parte. Os vários discursos, institucionais e não só, têm cumprido a sua quota parte na questão-problema: como ser governado, por quem, até onde, com que objectivo, recorrendo a que métodos. E é de relevar que:

uma das funções mais essenciais dos homens de Estado consiste em baptizar com palavras populares, ou pelo menos neutras, as coisas detestadas pelas massas sob o seu nome antigo. – Gustave Le Bon

O que nos trás à questão: como e em que condições se pode manter a soberania de um soberano sobre o Estado?

Sessão Extraordinária Assembleia Municipal de Silves, 12 Abril 2013

Realiza-se hoje, pleas 21h, uma sessão extraordinária da Assembleia Municipal de Silves descentralizada – na sede do Clube de Futebol “Os Armaceneneses”.

Deixo aqui a Ordem de Trabalhos.

OT_SE_AMSILVES_12Abril

demokratia, demo kratos, demo quê?! como?! para quem?! democracia.

Os exemplares!, imaculados morais!, defensores da democracia!, e do que ela representa, deram-nos uma amostra do que é para eles de facto a “democracia”, dúvidas houvessem ainda, para alguns, sobre o quão demo kratos muitos destes indivíduos são.

a democracia não é um cheque em branco Bernardino Soares

Ficam chocadíssimos com a postura dos estudantes [e dos cidadãos portugueses], querem a todo instante que calem e comam o que andaram a cozinhar durantes estes anos com a troika, e com a desculpa da mesma e da crise. Haja coragem, força, motivação e sentido de ideal de academia para os estudantes, haja também sentido de ideal e comunidade para o país. É que demokratia na boca de determinadas pessoas, bem como a sua prática, lembra mais o demo no sentido de divisão do povo e não um governo em que o povo é soberano.

Deixo aqui a lição demo kratos que a Assembleia de República pelos seus “ilustres” deu ao país. Tem sido um comunista a fazer isto e era o totalitarismo autoritário, como foram os demo kratos – os que usam o poder para dividir o povo – é demokratia!… queriam eles!, e que vingasse. Deviam ter nascido noutra época já que parece que não são tolerantes a diferentes opiniões e que estas os fazem clivar em crescentes dissonâncias cognitivas…

Bernardino lembrou, e bem, a poesia de Brecht: “Do rio que tudo arrasta, se diz que é violento. Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem”.