Portugal: a verdadeira tirania

Só é uma verdadeira tirania aquela que se exerce inconscientemente sobre as almas, porque essa é a única que não se pode combater. – Gustave Le Bon

A decadência da civilização e dos seus valores tem como representantes máximos o presidente da república – Cavaco Silva, o primeiro-ministro – Pedro Passos Coelho e claro, o sempre primeiro-ministro wanna be –  Paulo Portas.

O espectáculo a que assistimos é quase tão deplorável como o desmembrar dos criminosos em plena praça pública no século XVIII. Mau porque o público “voyeur” fica maravilhado com as imagens límpidas e pungentes, sabendo bem da arte de impressionar Passos Coelho e Paulo Portas (e os seus partidos, PSD e CDS) conhecem bem a arte de as governar, de nos governar! Pior porque quem está a ser desmembrado é quem está a ver e nem se apercebe disso, pensa que está a ver o espectáculo quando é o espectáculo.

Contingências: somos tão evoluídos hoje em dia como o eram os nossos antecessores nesse século relativamente ao largo sistema de disciplina das sociedades. No entanto, Pedro Passos Coelho não se coibiu de falar em progresso e prosperidade no discurso mais obsoleto alguma vez produzido por um primeiro-ministro (ou talvez tenham existido outros igualmente maus ou piores). Obsoleto porque arcaico no conteúdo e formulação, recorreu ao simplismo de sentimentos, ao exagero do discurso, à afirmação e repetição, como se isso o protegesse, ou aos portugueses, da dúvida e da incerteza. Tudo sem nada demonstrar pelo raciocínio.

Paulo Portas nada disse, parece que vai falar hoje às 20h. Como bons mestres da arte da decepção manipulam todos os instrumentos a seu bel-prazer nesta configuração de poderes. Daí o horário nobre. A necessidade de se conhecer o que vai dizer, afinal trata-se do rumo do país onde vivemos; e o aproveitamento da comunicação social que por esta altura já está a vender mais conteúdos que anteontem. Ainda sobre Portas: a saída, supostamente por ruptura de ideias e quiçá valores – assim dizia o comunicado, escolheu a melhora altura. Não ter de apresentar um orçamento que nem com muitas contas de mercearia ia bater certo – bem se viu como foi com Gaspar; distanciar-se numa tentativa de salvar a sua face, exercendo um poder que talvez Passos nunca pensou que ele exercesse; distanciar-se numa tentativa de salvar a face do CDS – como se até agora tivessem tido papel de meros espectadores nas políticas levadas a cabo, mentira o papel foi muito activo. Conclusão: ainda vamos ver Portas considerado salvador da pátria porque fez cair o Governo (do qual fez parte – a única altura em que alguém terá conseguido governar e fazer oposição ao mesmo tempo).

De Cavaco nada se sabe, o presidente que preside sem cadeira porque dela sempre abdicou, para não entrarmos em leituras de subterfúgio que levam muitos dos comentadores a falar de uma cadeira invisível, continua mudo. As instituições são feitas por quem lá está, por quem as dirige, não têm a áurea de virtude intrínseca que muitos gostam de propagandear:

em si mesmas não são boas nem más. Sendo boas num determinado momento para um determinado povo, podem ser destestáveis para outro. –  Gustave Le Bon

Ou podem até ser boas para uma determinada parte da população e detestáveis para outra parte. Os vários discursos, institucionais e não só, têm cumprido a sua quota parte na questão-problema: como ser governado, por quem, até onde, com que objectivo, recorrendo a que métodos. E é de relevar que:

uma das funções mais essenciais dos homens de Estado consiste em baptizar com palavras populares, ou pelo menos neutras, as coisas detestadas pelas massas sob o seu nome antigo. – Gustave Le Bon

O que nos trás à questão: como e em que condições se pode manter a soberania de um soberano sobre o Estado?

“quando descobres que estás a andar num cavalo morto, a melhor estratégia é desmontares”

O provérbio é índio e permite-nos diferenciar a sabedoria desses face ao pensamento de um ocidental. Vejamos como os ocidentais resolveriam o problema de “descobrir que estão a andar num cavalo morto”:

a) compram um chicote mais rijo;

b) mudam de cavaleiro;

c) nomeiam um comité para estudar o cavalo;

d) visitam outros sítios para verem como eles andam nos cavalos mortos;

e) dão financiamento acrescido para aumentar a performance do cavalo;

f) estudam usos alternativos para os cavalos mortos;

g) promovem o cavalo morto a uma posição de supervisão.

Qualquer semelhança destas hipóteses com cenários reais da actualidade política, nacional ou municipal, não é uma coincidência. Cada uma destas hipóteses podia ser esmiuçada e comparada com situações concretas.
Divirta-se!

sobre abandono a que o Governo votou o Aproveitamento Hidroagrícola da Várzea do Benaciate (concelho de Silves)

PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS
Grupo Parlamentar

Exmos. Srs.,

Na sequência de uma visita ao Aproveitamento Hidroagrícola da Várzea do Benaciate e da reunião com a respetiva Junta de Agricultores, o PCP pôde constatar o abandono a que o Governo tem votado este perímetro de rega, que beneficia uma área de 400 hectares de terrenos agrícolas situados no concelho de Silves.

Em outubro de 2011, a Direção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural, a quem compete a gestão do Aproveitamento Hidroagrícola, transferiu para a Junta de Agricultores da Várzea do Benaciate, através de um contrato de prestação de serviços, a responsabilidade pela manutenção da infraestrutura de rega. Contudo, esse contrato não foi renovado, apesar da Junta de Agricultores ter manifestado a disponibilidade para continuar a garantir a manutenção da infraestrutura de rega.

A Direção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural não renovou o contrato de prestação de serviços com Junta de Agricultores da Várzea do Benaciate, mas também não assumiu a responsabilidade pela manutenção da infraestrutura da rega. Essa responsabilidade continua a ser assumida, embora de forma não oficial, pela Junta de Agricultores.

A Direção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural não cobra, desde 2011 (inclusive), as taxas de manutenção aos proprietários dos terrenos agrícolas situados no Aproveitamento Hidroagrícola da Várzea do Benaciate, assim como não cobra os consumos de água.

A infraestrutura de rega do Aproveitamento Hidroagrícola da Várzea do Benaciate, com 24 anos de idade, encontra-se bastante degradada. Dos nove furos que abastecem o perímetro de rega, apenas três se encontram operacionais. As condutas de abastecimento de água encontram-se degradadas, apresentando ruturas em vários pontos. A conduta principal tem três ruturas, uma das quais aguarda reparação há 8 anos! A viatura de serviço chumbou na inspeção periódica de veículos, encontrando-se em situação ilegal.

Dos 400 hectares do Aproveitamento Hidroagrícola da Várzea do Benaciate, cerca de 100 não estão a ser cultivados.

Estes factos são bem reveladores do abandono a que o Governo votou o Aproveitamento Hidroagrícola da Várzea do Benaciate. Esta é uma situação inaceitável, que urge corrigir de imediato, pelo que o Grupo Parlamentar do PCP questionou o Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (pergunta em anexo) sobre este assunto.

Com os melhores cumprimentos,

Pedro Ramos
(Chefe de Gabinete do Grupo Parlamentar do PCP)

O pregador e o pregado de Pedro Bidarra

pela clareza e lucidez vale mesmo a pena partilhar

Estava eu a reler os sermões do Padre António Vieira, preparando-me para escrever umas palavras sobre Miguel, o pregador, enérgica estrela da oratória 2.0 – ouvida nos púlpitos digitais por milhares de fãs rendidos ao discurso simples e de senso comum, onde os vês são trocados por tonitruantes e nortenhos bês – quando o assunto, Miguel, o pregador, foi abruptamente substituído por Miguel, o ex-ministro.

A sequência dos acontecimentos parece ter sido esta: Miguel, o pregador, foi convidado por Miguel, o então ministro, para pregar esperança e ânimo aos milhares de jovens que mandam currículos às pazadas para empresários e empresas que, por sua vez, os despejam às pazadas para o lixo.

A razão, segundo o pregador, está na forma passiva e sem proposta de valor com que os jovens se apresentam. Eu diria que a razão está sobretudo na política que promove o desemprego, o desespero e o mirrar da economia. Os empresários e as empresas que atiram os currículos para o cesto dos papéis atiram também trabalhadores às pazadas para o desemprego. Mas adiante…

O então ministro Miguel tropeçou num vídeo de Miguel, o pregador, no YouTube e, contagiado pela energia da pregação, convidou-o para embaixador do programa Impulso Jovem – um programa que tem por objectivo ajudar jovens à procura de emprego. Um par de dias depois, ainda sob o efeito da pregação, o ministro demitiu-se.

A ideia de contratar o pregador Miguel indicia já o desespero e a descrença do ex-ministro Miguel nas soluções mais mundanas da política e da governação. O ex-ministro percebeu que só convocando, com muita fé, a energia do cosmos se consegue resolver o mal de Portugal. Nada mais resta, não há outro caminho: Miguel, o ex-ministro, percebeu que isto só lá vai com pregação. E terá percebido mais: isto não vai lá com gente desta – que é o mesmo que dizer, ele próprio.

Estou mesmo convencido que a demissão de Miguel Relvas é obra que resulta das palavras do pregador que o terá feito ver o erro das suas maneiras. Com a ajuda do grande Padre António Vieira, explico-me melhor. No “Sermão da Sexagésima”, o pregador jesuíta conclui a sua prédica sobre as virtudes e os defeitos dos pregadores dando conta de uma disputa entre doutores de Coimbra sobre qual de dois pregadores era o melhor. Lê-se: “Mas um lente, que entre os mais tinha maior autoridade, concluiu desta maneira: ‘Entre dois sujeitos tão grandes não me atrevo a interpor juízo; só direi uma diferença, que sempre experimento: quando ouço um, saio do sermão muito contente do pregador; quando ouço outro, saio muito descontente de mim.'”

Miguel, o ex-ministro, depois de ter visto o vídeo motivacional de Miguel, o pregador, perdeu o ânimo, acossado que estava por um passado que, como é normal com o passado, não larga nem descola por mais que o tentemos ignorar. Assim, Relvas, muito descontente de si, obviamente demitiu-se.

Publicitário, psicossociólogo e autor
Escreve à sexta-feira

Escreve de acordo com a antiga ortografia

Com a mesma lucidez mas com mais humor a crítica de Ricardo Araújo Pereira

e de Bruno Nogueira

Para quem nunca ouviu o outro Miguel, o Miguel Gonçalves, pode ouvi-lo aqui e aqui “a bater punho”!

O homem que fala de empreendedorismo faz palestras, jogos de teambuilding, e sessões de brainstorming. Na realidade o emprego dele é vender banha da cobra… até porque ele, empreendedor autosuficiente, teve que se encostar ao governo…

demokratia, demo kratos, demo quê?! como?! para quem?! democracia.

Os exemplares!, imaculados morais!, defensores da democracia!, e do que ela representa, deram-nos uma amostra do que é para eles de facto a “democracia”, dúvidas houvessem ainda, para alguns, sobre o quão demo kratos muitos destes indivíduos são.

a democracia não é um cheque em branco Bernardino Soares

Ficam chocadíssimos com a postura dos estudantes [e dos cidadãos portugueses], querem a todo instante que calem e comam o que andaram a cozinhar durantes estes anos com a troika, e com a desculpa da mesma e da crise. Haja coragem, força, motivação e sentido de ideal de academia para os estudantes, haja também sentido de ideal e comunidade para o país. É que demokratia na boca de determinadas pessoas, bem como a sua prática, lembra mais o demo no sentido de divisão do povo e não um governo em que o povo é soberano.

Deixo aqui a lição demo kratos que a Assembleia de República pelos seus “ilustres” deu ao país. Tem sido um comunista a fazer isto e era o totalitarismo autoritário, como foram os demo kratos – os que usam o poder para dividir o povo – é demokratia!… queriam eles!, e que vingasse. Deviam ter nascido noutra época já que parece que não são tolerantes a diferentes opiniões e que estas os fazem clivar em crescentes dissonâncias cognitivas…

Bernardino lembrou, e bem, a poesia de Brecht: “Do rio que tudo arrasta, se diz que é violento. Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem”.

liberdade e democracia: perspectivas do governo e do povo!

Disse o Governo, hoje, em comunicado que ”manifestações como aquela a que se assistiu nas instalações do ISCTE suscitam necessariamente o repúdio da parte de todos quantos prezam e defendem as liberdades individuais, designadamente o direito à livre expressão no respeito pelas regras democráticas”. Comunicado como reacção do Governo aos apupos dos estudantes do ISCTE com que Relvas se viu confrontado quando ia falar numa conferência que a TVI organizou de forma a comemorar os seus 20 anos de existência. Título da conferência “Como vai ser o jornalismo nos próximos 20 anos”.

Condição fundamental para que haja liberdade e democracia é o respeito, o respeito por nós próprios e o respeito pelos outros. Já sabendo o senso comum que para se ser respeitado há que dar-se ao respeito. Ora, este Governo tem em alguns dos seus membros o oposto desta lógica. Ou seja, não se dão alguns dos ministros ao respeito. Dizer que levar Relvas à universidade para versar sobre jornalismo, a não ser que vá falar sobre o totalitarismo e o lápis azul na comunicação social – tem experiência nisso, basta lembrar o caso em que o senhor ameaçou a jornalista do Público, é gozar com a cara da maioria dos portugueses, é pouco. É de facto um insulto. Querem maior prova de falta de respeito por todo um povo que os milhões que andam a injectar nos bancos privados à conta da exploração fiscal e económica de todos nós?!

Depois, muito mais insultuosa é a postura de alguns jornalistas da praça como José Alberto de Carvalho (TVI) que considera que o que os alunos fizeram foi um abuso, que ultrapassaram a sua liberdade de expressão porque interferiram com a do outro, neste caso a de Relvas. Ou seja, a TVI que se autodenominou nas palavras de J. A. Carvalho como sendo um canal de informação de referência (deixem-me rir que é para não chorar) faz uma manipulação do que aconteceu no ISCTE. Fica a parecer que os estudantes amarraram Relvas ao palanque, imobilizando-o, colocando-lhe fita cola na boca, para que ele não abrisse o piu!, ou então que o raptaram da sala! Não foi nada disto que aconteceu. Relvas escolheu, em conferência com J. A. Carvalho (como se pode ver no vídeo acima), ir-se embora. Podia ter ficado, esperava que os apupos acabassem (se acabassem) e falava. Decidiu que não tinha condições, que não estava mais para aturar as palavras que lhe eram dirigidas e saiu da sala. (Dinheiro Vivo foi dos poucos meios de informação que relatou de forma fiel o que se vê no vídeo). Também me parece, no mínimo, pouco inteligente que pensassem que levar Relvas a uma qualquer Universidade não ia causar indignação!…

A postura dos estudantes quanto muito dignifica a academia, traz alento a quem já não tem esperança de que as coisas mudem. É sinal que a academia está viva, que ainda se formam Pessoas na Universidade, seres pensantes e não papagaios. Pessoas que sentem na pele a incerteza do futuro pelo qual lutam dia-a-dia no presente. A academia sempre teve, desde que existe, ao longo dos períodos mais conturbados da nossa história um papel importante na construção da democracia do nosso país, lembro as lutas académicas dos anos 50 e 60. Pelos vistos os jornalistazecos, os comentadorzecos, os politicozecos, e outros tantos, que por aí andam a criticar a postura dos estudantes como se eles tivessem roubado alguém, deviam cultivar-se. Deviam indignar-se e revoltar-se, e comentar, e escrever sim, mas sobre os que há anos vilipendiam os sonhos de muitos, os que se fazem eleger com palavras ocas e depois vendem o povo e o país por meia dúzia de tostões só pra proverem ao seu próprio umbigo. Por certo o canal de televisão TVI, daqui a 20 anos, não irá convidar para falar sobre jornalismo uma figura que obteve o seu grau académico de forma, digamos, pouco transparente e pouco meritória – se aprendeu qualquer coisa com o que se passou ontem!

Num país assolado pela falta de ideais, pela falta de políticas coerentes, sérias e progressistas, pela má distribuição do dinheiro, pelas dificuldades que daí decorrem, pelas pessoas que não têm que comer ou que têm cada vez menos, o jornalismo sério e de referência – tal como a política – precisa de gente séria que o leve a cabo, que o cumpra. Tomara que o exemplo que os estudantes deram hoje se multiplicasse país fora. Podia ser que alguns ganhassem consciência, prefiro-a ao medo, que é a arma que o Governo tem andado a utilizar para estrangular a democracia neste país. Vêm depois qual paladinos falar de democracia e liberdade. Forjem uma consciência, talvez precisassem mesmo de ir frequentar a universidade, ou um trabalho que os colocasse cara-a-cara com as pessoas que todos os dias lutam e trabalham por um país melhor. Este discurso higiénico sobre a democracia e as liberdades deviam ser obrigados a engoli-lo em consciência, tivessem-na e, algum sentido de decência, de carácter.

O país é o reflexo do ideal colectivo que venceu nas últimas eleições, como as políticas deste Governo reflectem o ideal colectivo de país definido e executado pelos seus membros. O que não quer dizer que o ideal colectivo de país definido e executado em vigor seja o mesmo que venceu nas últimas eleições. Basta lembrar as promessas eleitorais e olhar para o que de facto foi, e é, feito.

Contudo, a democracia e a liberdade de expressão política não se esgotam no voto. O problema dos políticos “profissionais” (que muita gente gosta de defender, como se a política não estivesse inerente à maioria das actividades quotidianas de todos nós) é que vivem da bíblia que depois de serem eleitos já não precisam de quem os elegeu para nada; mas o problema maior é que quem neles votou não é o primeiro a pedir-lhes responsabilidades e a exigir que se demitam quando está mais que visto que capacidades para governar o país são inexistentes.

NOTA: Caso alguém tenha dúvidas, ou falta de bom senso, o protesto é uma forma de liberdade de expressão democrática. Para alguns saudosos do Salazarismo é que esta coisa de se ser confrontado com as escolhas políticas que se fazem em nome de todos nós (também isto é participação política) é além de chato, “asfixia democrática”.

P.S.: espero que o curso que a TVI anunciou que irá promover juntamente com o ISCTE não tenha professores do calibre de Relvas.

por cá também se defende a Moção de Censura a este (des)Governo

de facto, este Governo vive acima das minhas possibilidades.

Dizemos aqui ao Ministro Mota Soares, rejeitamos totalmente a ideia de que o país é um país de preguiçosos e de aldrabões que andam a enganar o governo e a receber subsídios que não deviam. Isso não são os portugueses, podem ser alguns com quem os senhores se relacionam mas não são os portugueses, os portugueses não são aldrabões e não são preguiçosos. Quem vive à conta do orçamento não são os pobres são os ricos e isso é que os senhores não querem mudar e por isso é que sempre acusam os pobres de serem aldrabões e de serem preguiçosos.  Bernardino Soares

Nada de novo na AR.

Moções de censura apresentadas pelo PCP e BE rejeitadas.

Votos contra PSD/CDS, abstenções PS. A conivência é vergonhosa quer a nível nacional quer a nível local.

Sócrates e o espelho

Espelho meu, espelho meu há alguém mais culpado por esta crise do que eu?!

… mas, também deve ser a pergunta de outros membros do Governo, do PS, do CDS-PP, do PSD e do presidente Cavaco Silva…