Protesto frente à Assembleia Municipal de Silves, amanhã!

Eu vou. E tu? Vais deixar o destino da tua Junta de Freguesia, das associações e colectividades, e do nosso concelho em mãos alheias?
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Participa no protesto amanhã, pelas 21h, frente à Assembleia Municipal de Silves!
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A Junta de Freguesia de São Bartolomeu de Messines vai organizar amanhã, dia 27 de Setembro pelas 21h, um protesto junto ao edifício da Assembleia Municipal de Silves (à Praça Al´ Muthamid) com o objectivo de reivindicar o pagamento das verbas que a Câmara Municipal deveria ter transferido no início de 2012 para as Juntas de Freguesia do concelho.
Há cerca de 9 meses que as Juntas de Freguesia estão sem receber as transferências, vivendo uma grave situação financeira o que afecta as suas actividades e o pagamento dos salários aos respectivos funcionários.

A realização deste protesto foi decidida em reunião pública realizada no dia 25 de Setembro do corrente na Junta de Freguesia de São Bartolomeu de Messines. Além do presidente da Junta de Freguesia de São Bartolomeu de Messines estiveram ainda presentes os presidentes das Juntas de Freguesia de São Marcos da Serra e de Alcantarilha que manifestaram a sua solidariedade e o apoio a esta iniciativa.Entretanto está a circular no concelho um abaixo-assinado e uma petição online dirigida à Câmara Municipal de Silves exigindo que a autarquia cumpra com os seus compromissos para com as Juntas de Freguesia do Concelho.Divulga esta iniciativa! Solidariza-te! Participa! O Futuro é teu!

O (des)Governo miserável e incompetente da Câmara Municipal de Silves

Publico na íntegra o comunicado da Junta de Freguesia de que tive conhecimento mesmo agora.
A incompetência deste excutivo camarário, PSD, não é novidade pois tem sido constante e reiteradamente praticado ao longo de 12 anos. A questão que fica é: como é que quem votou uma e outra e outra vez na incompetência não se sente responsável pelo que se tem passado na autarquia de Silves e nas Juntas de Freguesia da mesma que sofrem directamente com esta má gestão?!
Do que é que precisam mais para se desiludirem?!

COMUNICADO À POPULAÇÃO
O executivo da Junta de Freguesia de S. Bartolomeu de Messines convida toda a população a participar numa reunião/debate a realizar no dia 25 de Setembro, às 18h30, no Salão da Junta.
Neste encontro queremos dar a conhecer à população, a grave crise financeira em que a Junta de Freguesia se encontra, causada pelo facto da Câmara Municipal não ter ainda transferido qualquer verba no ano de 2012, para pagamento das obras e trabalhos que temos realizado, no âmbito das nossas competências.
Chegou a hora de dizermos basta a esta situação que está a matar a actividade da Junta de Freguesia e a prejudicar seriamente os apoios concedidos às colectividades, clubes e associações. Por isso, apelamos à participação geral nesta reunião!
E porque não aceitamos que a nossa freguesia continue a ser prejudicada e tratada desta forma exigimos que a Câmara Municipal tome as medidas necessárias para resolver de vez o problema da recolha do lixo. Há sítios da freguesia que esperam há mais de 15 dias que o lixo seja recolhido, é uma questão de saúde pública.
Na Vila de Messines, a situação não é melhor, pois os serviços da Câmara Municipal andam a recolher o lixo e a transportá-lo em veículos totalmente inadequados, de caixa aberta, que vão escorrendo lixiviados pelas ruas por onde passam, deixando um rasto de porcaria e mau cheiro e criando sérios perigos para a saúde pública.

Isto não pode continuar, é tempo da Câmara Municipal cumprir com as suas obrigações, é a altura para nos juntarmos e exigirmos respeito e justiça.
No dia 25 de Setembro compareça na sua Junta de Freguesia e deixe a sua opinião. Todos temos uma voz. Juntos encontraremos um caminho.

O Presidente da Junta de Freguesia de S. Bartolomeu de Messines
João Carlos Correia

processo Viga d’Ouro foi arquivado, não foi feita justiça!

Não foi feita justiça!

O famigerado processo Viga d´Ouro que estoirou no seio da Câmara Municipal de Silves em agosto de 2006 que foi alvo de repetidas comunicações ao Ministério Público, Política Judiciária, Procurador-Geral da República, e forte alarido na comunicação social, ao fim de todos estes anos, mereceu despacho de arquivamento por prescrição.

Não houve tempo nem vontade dos altos responsáveis pela administração da justiça, para levar a cabo a investigação que se impunha, e o apuramento da verdade material e das responsabilidades.

A extrema gravidade dos factos ocorridos – traduzido na entrega continuada e sistemática de obras à mesma empresa durante largo período (sem concurso) e nos avultados prejuízos causados às finanças públicas locais -, o bom nome da autarquia, a defesa do poder local democrático, a prevenção de futuros atropelos grosseiros à legalidade, a dignidade das pessoas envolvidas, exigia que se fizesse justiça, encontrando os verdadeiros culpados.

O PCP/Silves chegou a exigir a demissão da Presidente da Câmara Municipal de Silves (Comunicado de 16out2006).

Na investigação interna, conduzida por instrutora externa oriunda do Departamento Jurídico da CM de Tavira, pode ler-se no Relatório Final, datado de 29set2006 que:
(…) Se regista ao todo, um universo de aproximadamente 1200 faturas que totalizam um valor estimado de 4,9 milhões de euros, apresentadas entre dezembro de 2004 e meados de 2006, todas em nome da mesma empresa Viga d´Ouro, cujos valores de faturação individual não ascendem os 5989,00 euros, com IVA incluído (…) constata-se que chegam a ser emitidas para a mesma obra mais de 60 faturas no mesmo dia (…).

A generalidade das obras (média de 11 por mês), caraterizou-se pela ausência de projetos de execução, cadernos de encargos, peças desenhadas, medições dos trabalhos a executar, fichas de obras com registos de custos com materiais e mão-de-obra, e pelo fracionamento ostentatório da despesa. Em muitas delas verificou-se a sobreposição de trabalhos, executados no mesmo espaço e por diferentes prestadores (privados e públicos).

Os serviços camarários ignoraram os “contratos de fornecimento contínuo” em vigor (inertes, betão betuminoso e material diverso para as redes de água e saneamento) e adquiriram os mesmos materiais à Viga d´Ouro por preços unitários mais elevados. Nestas condições e noutras por elencar, o controlo de custos e a fiscalização municipal foram mera figura de retórica.

Acresce ainda que a autarquia silvense aceitou cessões de crédito (supostas) e acordos de pagamento com instituições bancárias para celebração de contratos de factoring entre a Viga d´Ouro e estas instituições, no valor de 4,9 milhões de euros (num universo mais vasto de 14 milhões de euros, abarcando demais empresas), violando as normas legais estabelecidas – porque de facto não se tratou de cessões de crédito (modalidade legal) mas sim da contração indevida de dívida junto da Banca.

As Contas de Gerência da CMSilves de 2006 e 2007 registam pagamentos de encargos financeiros (não relacionados com empréstimos de médio/longo prazo) nos montantes de 151 mil euros e 164 mil euros, respetivamente.

Analisando a natureza das operações, conclui-se que não se tratam de créditos do Município titulados por factoring, mas sim de uma dívida à banca, estando a autarquia a efetuar o pagamento das inerentes dívidas, bem como dos juros moratórios … forma informal de criar crédito financeiro, que nunca foi prevista nem consentida pela lei. (Tribunal de Contas, Relato da Conta de Gerência de 2007).

O processo Viga d´Ouro não pode ser dissociado do objetivo implícito da conservação a todo o custo do poder político cujo epicentro se localizou no período das eleições autárquicas de 2005. Este frenesim e ânsia de fazer obra a todo o vapor, sem olhar a meios, sem cobertura orçamental real, e procedimentos ético-legais (foi memorável a marcação da inauguração do parqueamento junto às Piscinas Municipais para as vésperas das eleições, em pleno dia de reflexão), conduziu ao vertiginoso endividamento corrente da autarquia que disparou de 14,3 milhões de euros (2004) para 27 m. euros (2005) e 25 m. euros (2006). Não por acaso, em 2005, a autarquia registava situação de falência técnica, e em 2007, situação de desequilíbrio financeiro estrutural.

O processo Viga d´Ouro integra a página mais negra do historial do poder local democrático em Silves que mancha para sempre a honorabilidade da liderança autárquica que o sustentou. Não foi realizada uma auditoria externa credível e independente, nem foi feita justiça.

Ao fim e ao cabo, não se sabe ao certo, quantas centenas de milhares de euros custou ao erário público os desmandos do processo, nem se identificaram as eventuais teias de cumplicidades e ligações perigosas. Reforçou-se a crença pública de que a justiça não se aplica a todos os cidadãos. Funesto para a sociedade, péssimo para a sanidade da democracia.

*Economista/Ex-Vereador da Câmara Municipal de Silves (CDU)

18 de Maio de 2012 | 15:42 em Jornal Barlavento Online
Francisco Martins*

1º encontro da comissão de protecção de crianças e jovens de Silves

clique aqui para aceder ao programa e ficha de inscrição

nota: já que o nome do seminário é “reflectir para agir” numa estratégia de comunicação mais eficaz não era mal pensado que a família representada no cartaz reflectisse a população portuguesa e não uma finlandesa! ou outra nórdica qualquer… para que as pessoas se identifiquem e, assim sendo, queiram participar por acharem que as coisas que têm para dizer podem ter impacto nas suas vidas, ou aliás, que vão falar de coisas que se passam com elas…

sinais de uma globalização ineficiente que de integracionista apenas tem a remoção física das fronteiras…

análise s.w.o.t.

Andava a meter-me a par das notícias da blogosfera do concelho quando a ler o Penedo Grande, do qual sou assídua frequentadora, vejo que o Paulo propõe uma análise S.W.O.T – uma técnica bastante usada na gestão e planeamento estratégico das empresas, para o Concelho de Silves.

S.W.O.T. significa:

Strenghts – forças; Weaknesses – fraquezas; Opportunities – oportunidades; Treaths – Ameaças.

As forças e fraquezas referem-se ao ambiente interno e as oportunidades e ameaças ao ambiente externo das empresas. A ideia desta análise é avaliar as estratégias levadas a cabo pelas próprias empresas, decidindo se são eficazes ou se têm que ser modificadas e, avaliar o ambiente externo às mesmas de forma a minorar o seu impacto na performance das empresas, aproveitando as oportunidades e evitando/gerindo as ameaças. A contextualização das forças externas e internas vai possibilitar a tomada de decisões quanto às estratégias que as empresas devem tomar maximizando as oportunidades e minimizando os pontos fracos, ameaças e possíveis efeitos.

Como o Paulo estava a comentar a edição deste mês do Terra Ruiva e a entrevista ao vereador Fernando Serpa, escrevendo o seguinte:

Temos depois a entrevista ao Vereador Fernando Serpa. Aquilo que já todos sabíamos foi publicamente assumido… diz o próprio que está “disponível para ser candidato do PS” às próximas autárquicas. Sinceramente gostei da entrevista. Foi politicamente correcta e teve pormenores que revelam claramente a vantagem que leva sobre qualquer outro candidato que possa surgir dentro, ou fora, do PS Silves.

Goste-se ou não do estilo temos que reconhecer o trabalho e o esforço que tem sido feito pelo Dr. Serpa nos últimos tempos. A sua acção tem sido transversal e é preciso admitir que poucos conhecem os dossiers que se vão sucedendo como ele. É certo que tem a obrigação disso. É certo que já lá está há 20 anos (apesar de parecer que só agora despertou). Deverá ser levada muito a sério a sua “pré-candidatura” dentro do PS.

Não consegui deixar de pensar que a análise S.W.O.T. também se pode aplicar aos candidatos! E vai daí que lá comentei:

com uma afirmação destas “já lá está há 20 anos (apesar de parecer que só agora despertou)” achas mesmo que há condições para pensar seriamente em Fernando Serpa para candidato?!

Dentro da análise do cenário político, recorrendo ao método swot – strenghts, weaknesses, opportunities e threats, que também se pode aplicar aos candidatos e não apenas ao concelho o que disseste na frase que citei é uma clara fraqueza (w), que espelha o sentido de oportunidade (o) do candidato, que acordando para o que se passa no concelho ao fim de 20 anos é uma clara ameaça (t) para o futuro do concelho!

Se estão em 2011 preocupados com quem vai ser o sucessor na presidência da CMSilves em 2013 ao invés de andarem preocupados com o que podem fazer agora pelo concelho, pelas freguesias e pela população o resultado duma análise S.W.O.T. só pode ser que as estratégias a adoptar para minimizar ou ultrapassar os pontos fracos vão ser muito difíceis de forjar porque neste caso a oportunidade é uma mera aliada das fraquezas e ameaças cujo resultado prático será o agravamento das mesmas.

para ler o Terra Ruiva clique na imagem

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ainda os cortes nas autarquias

Para que no ano que vem não andem uns a fazer-se de santos e outros a pedir clemência, deixo aqui duas notícias que convém ler, avaliar criticamente e reter.

Uma de 15 de Outubro de 2010, do Expresso, que refere os cortes de 5% nas autarquias e onde se pode ler:

O presidente dos autarcas socialistas, Rui Solheiro, afirmou hoje que as transferências do Estado para as autarquias vão sofrer no próximo ano um corte na ordem dos 5%. (…)

“Com o Programa de Estabilidade e Crescimento II e com a concordância do PSD, verificou-se uma diminuição das transferências de 100 milhões de euros até ao final do ano. O corte para 2011 será de cinco por cento em relação àquilo que foram as receitas dos municípios em 2010”, referiu o presidente da Câmara de Melgaço. (…)

Segundo o vice presidente da ANMP, na reunião com José Sócrates, “não houve vozes críticas” dos autarcas socialistas perante esta medida do Governo.

A outra de 29 de Dezembro de 2010, do Observatório do Algarve, onde se lê relativamente ao impacto dos cortes nas autarquias do Algarve:

Os orçamentos das autarquias do Algarve espelham as assimetrias regionais: Loulé chega aos aos 173,6 milhões, enquanto Aljezur tem 13,2 milhões. Denominador comum são os cortes. Impasse continua em Silves e Faro espera aprovação do plano de reequilibrio financeiro.

O impasse na câmara de Silves (PSD) continua depois de as duas propostas do orçamento para 2011 apresentadas no executivo camarário pela autarca do PSD Isabel Soares, em minoria, terem sido chumbadas pela oposição PS e CDU.

Contrariamente ao que afirma Isabel Soares, que em declarações ao Observatório do Algarve dramatizou o chumbo, afirmando que o mesmo conduziria a uma gestão em duodécimos, com consequências, por exemplo, para a contratualização de funcionários, entre outras, a lei diz que a não aprovação implica a execução “do orçamento em vigor no ano anterior com as modificações que já tenham sido introduzidas até 31 de dezembro”.

Ou seja, caso a Assembleia Municipal de Silves, onde o PSD é igualmente minoritário, ratifique o chumbo, ficam sem efeito as medidas propostas pelo executivo de Isabel Soares de diminuição de verbas para o orçamento de 2011.

Entre elas, os tão contestados corte de transferências para as Juntas de Freguesia que começaram por ser acima dos 50% na primeira proposta, tendo sido depois retificados na segunda, mas ainda assim sem convencer os vereadores da oposição.

O cenário é, portanto de a autarquia de Silves (PSD) manter o orçamento de 2010 que rondou os 57 milhões de euros – quando a última proposta de 2011 era de 48 milhões.

O chumbo traria a “a realização, apenas, dos projetos contemplados no Plano Plurianual de Investimentos (PPI) em vigor no ano anterior com as modificações que entretanto lhe tenham sido introduzidas até 31 de Dezembro, sem prejuízo dos limites das correspondentes dotações orçamentais”, como esclarece o portal da Direção Geral das Autarquias Locais.

Depois ainda há quem fale de apoio às instituições sociais, às colectividades, etc. Se são dirigentes partidários e fazem parte destes partidos que se lembraram, propuseram, votaram favoravelmente e possibilitaram meter em prática estas medidas, uma boa tarefa para o ano novo seria procurar criar uma, ou várias consciências lógicas e coerentes…

O que me faz lembrar:


a táctica do abutre barbudo

Mais uma reunião para discussão e votação do Orçamento da Câmara Municipal de Silves para 2011, mais um chumbo como já escreveu o Manuel Ramos.

A novidade neste chumbo é mesmo a posição do PS Silves que agora adoptou a táctica do abutre barbudo. Este abutre ao contrário dos seus familiares tem a cabeça e pescoço emplumados pois não coloca a sua linda cabeça no interior das carcaças, alimentando-se exclusivamente de ossos e da medula óssea dos animais, esta última não aproveitada por outros necrófagos. O que é que isto tem a ver com a táctica do PS?

Ora, é que o PS na sua declaração de voto contra vem agora falar de princípios (…) essenciais para enfrentar o momento conturbado que atravessamos, realismo nos valores levados ao Orçamento e Plano, apoio ás Famílias mais desfavorecidas do Concelho, cumprimento dos compromissos assumidos pela Autarquia, junto dos seus Fornecedores e Munícipes, contenção nas despesas…”

Como se a crise que se vive não se tivesse vindo a desenhar a nível local pelas aliadas práticas políticas do PSD e PS, tal como a nível nacional. Falam agora de princípios como se não tivéssemos presentes nas nossas vidas quotidianas o impacto dos princípios e valores morais da conduta PS que têm governado este país. Temos no líder do PS nacional, José Sócrates o expoente máximo do que é uma conduta justa, coerente, que respeita os mais desfavorecidos, que tem em conta as dificuldades das famílias e com plena consciência do que é a contenção da despesa! As promessas, o que se vai lendo nas notícias, as medidas que são colocadas em prática, todas dão conta da enorme noção de justiça e moral que atravessa este partido socialista…

Querem ver que têm sido outros partidos a governar o país e a autarquia silvense e eu não me tinha dado conta!?

Dá vontade de perguntar se dentro destes cérebros existe mais vida para além dos discursos populistas e das demagogias simplistas, fracas na forma como no conteúdo. É sempre assim, os mais moralistas são normalmente os primeiros a trair os fundamentos da moral que defendem.

É tão demagogia que o próprio Vereador Fernando Serpa trai a imaculada concepção desta crise local quando afirma no início do seu post que:

“No sentido de resolver o impasse criado pela Srª. Presidente, apelei na reunião para que fosse apresentado um Orçamento realista e de rigor. Se se revelasse oportuno e necessário, aprovar alguma alteração Orçamental, o Executivo Permanente poderia sempre contar com a nossa abstenção. À semelhança do passado em que nunca inviabilizamos tal pedido, também no futuro não o faríamos”

Mas, como se não fosse suficiente refere ainda que o PS está “inteiramente disponíve[l] para estudar, participar e também assumir a paternidade na responsabilidade de um novo Orçamento e Plano, desde que ele reflicta a situação que presentemente atravessamos, em nada condizente com despesismo”.

Vem-me logo à ideia, e assumir a paternidade na responsabilidade a que a Câmara Municipal de Silves e o concelho chegou? O PS Silves está inteiramente disponível?!

Retorno, deste modo, à táctica do abutre-barbudo e à sua apetência pela medula óssea, pelos ossos dos animais e pela não inserção da sua cabeça no interior das carcaças. Convém referir que a medula óssea, que se encontra na cavidade interna de alguns ossos, é composta de células que estão presentes na construção dos ossos, que possibilitam o suporte das fibras e células reticulares e onde se produzem e regeneram a maior parte das células do sangue possibilitando, assim, a nossa existência. Na necessidade de transplante é preciso haver compatibilidade!…

Ou seja:

primeiroo PS esperou pelo definhar político-legislativo da cabeça de lista do PSD, Isabel Soares, para “lhe atacar os ossos”, politicamente falando, como se não tivesse também responsabilidades na actual situação do concelho de Silves, pois espera ganhar as próximas eleições já que Isabel Soares não pode concorrer e o PSD não parece ter sucessor à vista desarmada para se candidatar à Câmara Municipal de Silves. Até há bem pouco tempo o PS Silves ajudava à acção prática da política PSD – é que em caso de necessidade tem de haver compatibilidade da medula!;

segundoo PS adopta a postura política do salvador, tal qual El Rei D. Sebastião que nunca voltou, nem vai voltar (quem quer outro rumo para o concelho faz por isso, não fica à espera que alguém venha fazer…), não vestindo a pele política do PSD, que é como quem diz não metendo a cabeça dentro da carcaça, adoptando uma suposta figura reconciliadora…, mas… ;

terceiromas, vestindo outra pele não deixa de ser um abutre porque no fundo no fundo quando a declaração de voto do PS contra o orçamento 2011 diz que:

Apelamos a quem manda na Câmara Municipal para que haja bom senso e não persista na via do quero posso e mando, prejudicando desde logo os funcionários que estão para entrar para o quadro, e a Comunidade em geral”

e o comunicado da comissão concelhia do PS Silves diz:

“A IRRESPONSABILIDADE da Drª. Isabel Soares evidenciou-se quando não apresentou solução para pagar os 6 milhões de Euros de dividas a Fornecedores e Empreiteiros, contraídas este ano de 2010, e, sabendo que os encargos com pessoal já representam 50% (14 milhões de Euros) das receitas correntes, não se íníbiu de, para além dos 700 funcionários da Autarquia, integrar nos quadros mais 126 e pretender contratar a termo mais 52″

está à vista a táctica do abutre-barbudo:

comer os ossos e a medula do defunto para substituí-lo na cadeia do poder… é que as palavras não deixam a mínima dúvida – os funcionários não interessam, como em tantos outros assuntos, são apenas peões num jogo de retórica.

 

nota: acabo de ler isto, acerca do segundo chumbo do orçamento 2011 da CM Silves, no observatório do algarve,

Este segundo documento, tal como o anterior, continha uma série de medidas, que tinham em linha de conta a atual situação económico-financeira do país, que obriga à redução de despesas, à ponderação cuidada das ações previstas, e a uma seriedade e rigor, que permitam a manutenção de uma situação de equilíbrio” refere a presidente de Silves.

a mesma ponderação cuidada, séria e rigorosa de todos os orçamentos do executivo PSD que nos trouxeram até aqui, só pode!

silves no observatório do algarve

Silves: PCP acusa autarquia PSD de cortar orçamento às freguesias mais populosas

[no Observatório do Algarve]

Trata-se de “uma proposta inqualificável, prenhe de sectarismo e desprezo pelas populações” afirma a concelhia local dos comunistas.

Citando a proposta de Orçamento do executivo camarário liderado por Isabel Soares (PSD) estão na primeira linha dos cortes “as Freguesias de Silves e S. Bartolomeu de Messines, as mais extensas e populosas do concelho”, ambas lideradas pela CDU.

“Neste conjunto também é de incluir a Freguesia de S. Marcos da Serra (PS), território com penosos problemas de interioridade e desenvolvimento, que é privada de 40% das suas verbas, comparativamente a este ano” alerta o PCP de Silves.

Algoz, Armação de Pêra, Tunes e Pêra, freguesias “de maioria PSD” viram as suas verbas reduzidas num diferencial que vai desde os 16% (Algoz) até aos 30% de Pera, corte igualmente aplicado a Alcantarilha (PS).

O PCP de Silves questiona por isso o critério seguido pelo Município de “penalizar brutalmente as freguesias onde a população está mais concentrada”.

Como se pode justificar que, de um ano para o outro, uma freguesia como a de Messines, deixe de receber 220 mil euros, e passe e receber 115 mil euros, questiona ainda o PCP.

Neste contexto os comunistas querem saber qual foi “a base legal o modelo de governação, o princípio moral ou a coerência que norteou a maioria PSD na elaboração deste orçamento”.

“Enquanto o Poder Central diminui em 5% as transferências diretas para os Municípios, e em 8,6 % para as Freguesias, a autarquia de Silves, pretende efetuar cortes na ordem dos 50 por cento”, insurge-se o PCP.

“Não é por razões decorrentes da profunda crise económica e financeira que assola o país que se pode justificar reduções tão violentas nas transferências correntes da Câmara de Silves para as Juntas de Freguesia do concelho, já que a Proposta de Orçamento do Município para 2011 será equivalente em termos reais aos valores executados nos últimos anos, ou seja, de 35 milhões de euros”, salienta ainda concelhia do PCP.

Os comunistas lembram, a concluir, que a proposta do PSD, que apelidam de “inqualificável”, só poderá ser viabilizada no executivo municipal e na Assembleia Municipal, se os vereadores e eleitos do PS, votarem a favor.

Clique aqui para ler o comunicado da concelhia do PCP na íntegra

Orçamento CM Silves 2011 Parte I

Acabou a reunião, hoje aberta ao público, da câmara municipal de silves.
A proposta do executivo Isabel Soares mantém-se. Cortes para as juntas concretizados de forma discriminatória com maior incidência nas juntas de freguesia da CDU, como já tínhamos anunciado noutros posts aqui do blog.
Dúvidas houvesse, parece mesmo tratar-se de perseguição política.
Aguardamos mais desenvolvimentos, ainda falta saber o desfecho da reunião de executivo camarário que terá lugar hoje.

A Câmara Municipal de Silves e os Critérios, ou como a Matemática não Engana.

deixo aqui o post do Messines-Alte

Proposta de Orçamento da CM de Silves para 2011.

Foi com atenção que li os posts nos Blogs “25 de Abril”, da Tânia Mealha e, “Coisas da Economia”, do Francisco Martins, onde estes mostram o quadro de cortes proposto pela CM de Silves para as diferentes freguesias.

Lamentam-se, mais o Francisco que a Tânia, esta é mais guerreira, não entender o critério utilizado para estabelecer os cortes referidos, alguns chegando aos 50%, mas já vislumbravam que as juntas de freguesia da CDU eram de longe as mais prejudicadas.

A Tânia mostra ainda ter esperança quando escreve “…claro que temos que ter em conta que esta medida só passa se o PS votar favoravelmente uma vez que o PSD não tem maioria…”. Vamos ver.

Fiquei curioso com o assunto e dei-me ao trabalho de ir ver os dados fornecidos com maior.

Tentei correlacionar a percentagem do corte atribuído a cada freguesia, com a votação obtida por cada partido para a Assembleia de Freguesia nas últimas eleições autárquicas. Se acaso houvesse “marosca”, como insinuavam a Tânia e o Francisco, essa seria prontamente revelada pelo gráfico na forma de uma clara correlação linear, que seria evidenciada por uma distribuição dos cortes ao longo de uma linha recta, indicando assim que as percentagens no corte dos fundos atribuidos estavam de facto relacionados com a escolha feita pelos eleitores quando colocarem o seu voto nas urnas.

Pois bem, os resultados não poderiam ser mais claros:

Para o PSD, na CM de Silves, o PS é indiferente, não passa de uma força política que poderá sempre ser útil e, como tal, convém não a hostilizar. Por isso mesmo, a votação no PS não foi utilizada como critério para a distribuição dos cortes e o gráfico mostra uma correlação nula.

Correlação do corte por freguesia com a votação no PS para a Assembleia de Freguesia

Já quanto ao próprio PSD e à CDU a conversa é diferente. Como quem parte e reparte sempre escolhe a melhor parte, o PSD tratou de presentear as suas juntas com os menores cortes possíveis, o gráfico mostra por isso que quanto maior a votação no PSD menor é o corte efectuado na verba atribuída.
Já a CDU é claramente o inimigo a abater e, a CM Silves não faz disso segredo, castiga as freguesias rebeldes. Quem ousou votar na CDU leva! (Jorge Coelho não diria melhor). O gráfico mostra claramente que quanto maior foi a percentagem de votos atribuída à CDU maior é o corte na verba atribuída, ou seja a mensagem é clara, “desenrasquem-se e para a próxima não repitam a graça”.

Correlação do corte por freguesia com a votação para a Assembleia de Freguesia no PSD (a amarelo) e na CDU (a vermelho)

É assim a vida, eu só digo, “não é nada que o Alberto João não tenha já feito na Madeira”.