Orçamento de Estado 2013 e o Natal

“Daqui por alguns dias seremos novamente inundados com as mensagens de Natal que anualmente se repetem, cheias de apelos à solidariedade, repetindo preocupações com os mais sós, desprotegidos e fragilizados da nossa sociedade. Mensagens plenas de justeza no seu significado mais imediato num tempo em que a exploração avança galopante e alastram a miséria, a pobreza e o desespero.

Mas é preciso ir mais fundo.

Muitas dessas mensagens serão proferidas pelos responsáveis pela exploração, pela miséria, pobreza e desespero com que se dirão preocupados.

Aqueles que hoje, com o seu voto, aprovam o Orçamento do Estado para 2013 serão responsáveis pelo alastrar da miséria, pobreza e desespero a muitos milhares de portugueses mas procurarão certamente iludir o papel que cumprem.

Que não se lhes poupe nenhuma responsabilidade”

João Oliveira, deputado PCP

Consultas no veterinário

Há 4 anos que tenho um cão. É um facto trivial, bem sei. Não interessa a ninguém, nem mesmo ao meu cão. Mas o meu cão tem-me ensinado várias coisas sobre várias coisas. Podia aqui dar muitos exemplos, mas não tenho especial interesse em dissertar sobre cães, tive uma vizinha que gostava mais do cão do que das pessoas e desconfio das pessoas que gostam mais de cães do que de gente – embora deva confessar que já me tem acontecido. Por exemplo, no caso dessa vizinha: o cão era realmente melhor pessoa do que ela.

Queria destacar aquele que considero o maior ensinamento que o Leão me trouxe. (Se revelo aqui a sua identidade, à revelia dos códigos deontológicos e da comissão nacional de proteção de dados, é porque vai gostar de ler o seu nome no jornal). Que ensinamento foi esse? O Leão fez-me descobrir os médicos veterinários. Não quero alongar-me, não quero sequer a piada estafada: “ai não sabias que havia veterinários?”. Vou direito ao assunto: desde que levo o Leão ao veterinário, tenho meditado sobre as diferenças entre este e os médicos dos animais humanos. E, posto no prato da balança o que anda a passar-se na área da saúde que tem como objeto – sublinho: objeto – os humanos, pondero passar a consultar-me no veterinário. Razões:

– para assuntos correntes da patologia reúno evidência de que é tão competente como os seus colegas que tratam humanos. E os humanos, do ponto de vista biológico, não passam de animais;

– é mais barato;

– tem muito mais tempo para estar com os clientes do que os médicos do centro de saúde;

– os serviços de urgência são muito mais rápidos do que os dos hospitais, não se paga taxa moderadora  e não funcionam com a triagem no sistema de Manchester;

– percebe os clientes sem estes terem de falar. Não que eu goste de não falar quando vou ao médico, mas normalmente não consigo;

– tem menos peneiras: assobia, diz “bichano, bichano!”, põe-se de gatas para tratar gatos, de cócoras para tratar cães, em bicos de pés para tratar cavalos. Os médicos dos humanos só se põem em bicos de pés;

– fruto da caraterística anterior, admite o erro. Quanto aos dos animais humanos, são especialistas no binómio reconhecimento/não-reconhecimento: reconhecem a entidade mórbida, normalmente à custa duma série de exames ultratecnológicos cujo funcionamento foi inventado a leste da medicina, mas não reconhecem a hesitação ou o engano. A nós, confrontados com a crueza dos factos, resta-nos mudar de médico, enquanto eles mudam de paciente – e não é à toa que se chama paciente;

– dá-se ao trabalho de fazer observação clínica: toca, apalpa, avalia a olho clínico, fiel à natureza primeira da medicina, que sabia ler o corpo, dialogava com ele e fazia o seu cuidado numa luta corpo a corpo com a doença. Detesto ir ao médico dos animais humanos e este estar fixado no ecrã do computador, não olhar nem de relance para a zona de que me queixo e se limitar a passar uma série de exames auxiliares de diagnóstico fingindo que eu não estou à sua frente. Quem me garante que em vez de estar a escrever na minha ficha clínica não está a jogar Tetris?

– escuta os familiares, envolvendo a consulta num tom comunicativo em que todos podem exprimir a dor que vai na alma do cão ou do gato. Tecnicamente chama-se a isto modelo sistémico, e é surpreendente que sejam os veterinários a praticá-lo, produzindo com isso o paradoxo de tornar aquela consulta animal muito humana, enquanto muitos dos seus colegas de gente envolvem por vezes o setting clínico numa certa animalidade. É fácil constatar empiricamente o que digo escutando os comentários à saída de certas consultas num serviço de urgência ou num centro de saúde: “pensam que sou algum animal?”.

– não está em fuga para os HPPs, hospitais da CUF e clínicas disto e daquilo, descapitalizando do ponto de vista da competência técnica o serviço nacional de saúde. Os veterinários estão onde é preciso, e não onde se paga como um cão;

– as salas de espera são muito mais divertidas: há vários tipos de bicharada, ótimo para quem gosta de contemplar a diversidade do reino animal, os clientes não contam a história enfadonha das suas maleitas e pode urinar-se nas esquinas.

Há também vantagens do lado do profissional de saúde: generalizando aos humanos os seus métodos, pode assaimar alguns clientes incapazes de se calarem. Por qualquer razão este género de clientes acorre muito aos médicos, atrasando o fluxo das consultas e exacerbando a tendência destes para não terem paciência para ouvir.

Outra vantagem está do lado daqueles que têm realmente vocação para ser médicos, que têm legítimas aspirações a sê-lo e não conseguem entrar em nenhuma das nossas poucas faculdades de medicina. Como é sabido, só acedem a este curso indivíduos com média de candidatura próxima do 19, ou seja, pessoas que não são normais. E do que nós precisamos é de pessoas normais a irem para medicina, pessoas que depois continuem normais e que convertam a medicina numa ciência e prática ao serviço da comunidade e de cada um de nós. Os realmente vocacionados, não entrando nesses cursos onde só entram os raros, iriam cursar veterinária e fariam depois um desses mestrados de agora, um mestrado rápido e em inglês sobre animais humanos – e pronto, toca a atender o pessoal nos centros de veterinária. Porque, afinal, não passamos de animais – nós, os veterinários e os médicos.

Luís Fernandes escreve segundo o novo acordo ortográfico

Nasceu no Porto, em 1961. Professor associado da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto. Tem dedicado os seus trabalhos de investigação à expressão do fenómeno droga em contexto urbano. A evolução deste fenómeno conduziu-o à pesquisa sobre o sentimento de insegurança, a violência urbana, a marginalidade e a exclusão social. Durante vários anos foi cronista dos jornais “O Comércio do Porto”, “A Página da Educação” e “Público”. Mantém actividade literária com o pseudónimo João Habitualmente.

hoje que é dia da criança, pensamento para 5 de Junho

“se tolerares isto, as tuas crianças serão as próximas

“if you tolerate this your children will be next”

 

The future teaches you to be alone
The present to be afraid and cold
So if I can shoot rabbits
Then I can shoot fascists

Bullets for your brain today
But we’ll forget it all again
Monuments put from pen to paper
Turns me into a gutless wonder

And if you tolerate this
Then your children will be next
And if you tolerate this
Then your children will be next
Will be next
Will be next
Will be next

O futuro ensina-te a estar sozinho
O presente a ter medo e frio
Se eu posso caçar coelhos
Então eu posso caçar fascistas

Balas para o teu cérebro hoje
Mas vamos esquecer tudo isso de novo
Monumentos passados da caneta para o papel
Tornam-me numa maravilha cobarde

E se tu toleras isso
Em seguida, os teus filhos vão ser os próximos
E se tu toleras isso
Em seguida, os teus filhos vão ser os próximos
Vão ser os próximos
Vão ser os próximos
Vão ser os próximos

o FMI não vem para ajudar, o que é preciso é mudar o rumo da política

Em última análise a culpa de aqui estarmos hoje é não apenas dos que nos governam mas dos que os escolheram para nos governar, em 30 anos não aprenderam nada.

Não há diluição, não pode haver diluição, das responsabilidades. É preciso apurá-las e responsabilizar quem nos trouxe até aqui. Afinal, o que se faz hoje ao nosso país é criminoso, pura criminalidade económica e essa também deve ser punida.

Quando foi adoptado o Euro a Alemanha tinha uma balança comercial deficitária para com a UE, agora está na mó de cima.

Andamos a financiar quem? Uma pista: lucro para o FMI 520 milhões €. Lucro para os países da UE 1060 milhões €.

Andamos a pagar a crise de quem?! A da banca e a financiar os outros países como a Alemanha para que não cheguem eles a este ponto!

votos de um feliz natal e um próspero ano 2011

Aproximando-se o Natal e mais um fim de ano, desejo a todos os que por aqui passam votos de um Feliz Natal e de um Próspero Ano Novo. Que sejam, ambos, repletos de saúde, amor, felicidade, projectos e realizações pessoais e profissionais. Espero ainda que o ano que vem traga mais espírito crítico, reflexão, acção quer de cidadania, quer social, quer política, justiça e progresso social.

Os problemas não desaparecem nestas alturas mas, para bem da nossa Saúde (mental, física, emocional e espiritual) focamo-nos na nossa família, nos nossos amigos, naqueles que durante o ano, quer nas alturas boas quer nas más, nos sorriem, nos acarinham e permitem que ultrapassemos os obstáculos que vão aparecendo pelo caminho. Deixo por isso a música dos Operários do Natal, dedicada aos amigos, que ouvia quando era pequenina no gira discos lá de casa. Afinal, quem faz o Natal são os amigos 🙂

Que não seja vedada a ninguém a possibilidade de construir um futuro digno e feliz, é que já dizia o Ary dos Santos “O Natal é quando um homem quiser” 😉

a táctica do abutre barbudo

Mais uma reunião para discussão e votação do Orçamento da Câmara Municipal de Silves para 2011, mais um chumbo como já escreveu o Manuel Ramos.

A novidade neste chumbo é mesmo a posição do PS Silves que agora adoptou a táctica do abutre barbudo. Este abutre ao contrário dos seus familiares tem a cabeça e pescoço emplumados pois não coloca a sua linda cabeça no interior das carcaças, alimentando-se exclusivamente de ossos e da medula óssea dos animais, esta última não aproveitada por outros necrófagos. O que é que isto tem a ver com a táctica do PS?

Ora, é que o PS na sua declaração de voto contra vem agora falar de princípios (…) essenciais para enfrentar o momento conturbado que atravessamos, realismo nos valores levados ao Orçamento e Plano, apoio ás Famílias mais desfavorecidas do Concelho, cumprimento dos compromissos assumidos pela Autarquia, junto dos seus Fornecedores e Munícipes, contenção nas despesas…”

Como se a crise que se vive não se tivesse vindo a desenhar a nível local pelas aliadas práticas políticas do PSD e PS, tal como a nível nacional. Falam agora de princípios como se não tivéssemos presentes nas nossas vidas quotidianas o impacto dos princípios e valores morais da conduta PS que têm governado este país. Temos no líder do PS nacional, José Sócrates o expoente máximo do que é uma conduta justa, coerente, que respeita os mais desfavorecidos, que tem em conta as dificuldades das famílias e com plena consciência do que é a contenção da despesa! As promessas, o que se vai lendo nas notícias, as medidas que são colocadas em prática, todas dão conta da enorme noção de justiça e moral que atravessa este partido socialista…

Querem ver que têm sido outros partidos a governar o país e a autarquia silvense e eu não me tinha dado conta!?

Dá vontade de perguntar se dentro destes cérebros existe mais vida para além dos discursos populistas e das demagogias simplistas, fracas na forma como no conteúdo. É sempre assim, os mais moralistas são normalmente os primeiros a trair os fundamentos da moral que defendem.

É tão demagogia que o próprio Vereador Fernando Serpa trai a imaculada concepção desta crise local quando afirma no início do seu post que:

“No sentido de resolver o impasse criado pela Srª. Presidente, apelei na reunião para que fosse apresentado um Orçamento realista e de rigor. Se se revelasse oportuno e necessário, aprovar alguma alteração Orçamental, o Executivo Permanente poderia sempre contar com a nossa abstenção. À semelhança do passado em que nunca inviabilizamos tal pedido, também no futuro não o faríamos”

Mas, como se não fosse suficiente refere ainda que o PS está “inteiramente disponíve[l] para estudar, participar e também assumir a paternidade na responsabilidade de um novo Orçamento e Plano, desde que ele reflicta a situação que presentemente atravessamos, em nada condizente com despesismo”.

Vem-me logo à ideia, e assumir a paternidade na responsabilidade a que a Câmara Municipal de Silves e o concelho chegou? O PS Silves está inteiramente disponível?!

Retorno, deste modo, à táctica do abutre-barbudo e à sua apetência pela medula óssea, pelos ossos dos animais e pela não inserção da sua cabeça no interior das carcaças. Convém referir que a medula óssea, que se encontra na cavidade interna de alguns ossos, é composta de células que estão presentes na construção dos ossos, que possibilitam o suporte das fibras e células reticulares e onde se produzem e regeneram a maior parte das células do sangue possibilitando, assim, a nossa existência. Na necessidade de transplante é preciso haver compatibilidade!…

Ou seja:

primeiroo PS esperou pelo definhar político-legislativo da cabeça de lista do PSD, Isabel Soares, para “lhe atacar os ossos”, politicamente falando, como se não tivesse também responsabilidades na actual situação do concelho de Silves, pois espera ganhar as próximas eleições já que Isabel Soares não pode concorrer e o PSD não parece ter sucessor à vista desarmada para se candidatar à Câmara Municipal de Silves. Até há bem pouco tempo o PS Silves ajudava à acção prática da política PSD – é que em caso de necessidade tem de haver compatibilidade da medula!;

segundoo PS adopta a postura política do salvador, tal qual El Rei D. Sebastião que nunca voltou, nem vai voltar (quem quer outro rumo para o concelho faz por isso, não fica à espera que alguém venha fazer…), não vestindo a pele política do PSD, que é como quem diz não metendo a cabeça dentro da carcaça, adoptando uma suposta figura reconciliadora…, mas… ;

terceiromas, vestindo outra pele não deixa de ser um abutre porque no fundo no fundo quando a declaração de voto do PS contra o orçamento 2011 diz que:

Apelamos a quem manda na Câmara Municipal para que haja bom senso e não persista na via do quero posso e mando, prejudicando desde logo os funcionários que estão para entrar para o quadro, e a Comunidade em geral”

e o comunicado da comissão concelhia do PS Silves diz:

“A IRRESPONSABILIDADE da Drª. Isabel Soares evidenciou-se quando não apresentou solução para pagar os 6 milhões de Euros de dividas a Fornecedores e Empreiteiros, contraídas este ano de 2010, e, sabendo que os encargos com pessoal já representam 50% (14 milhões de Euros) das receitas correntes, não se íníbiu de, para além dos 700 funcionários da Autarquia, integrar nos quadros mais 126 e pretender contratar a termo mais 52″

está à vista a táctica do abutre-barbudo:

comer os ossos e a medula do defunto para substituí-lo na cadeia do poder… é que as palavras não deixam a mínima dúvida – os funcionários não interessam, como em tantos outros assuntos, são apenas peões num jogo de retórica.

 

nota: acabo de ler isto, acerca do segundo chumbo do orçamento 2011 da CM Silves, no observatório do algarve,

Este segundo documento, tal como o anterior, continha uma série de medidas, que tinham em linha de conta a atual situação económico-financeira do país, que obriga à redução de despesas, à ponderação cuidada das ações previstas, e a uma seriedade e rigor, que permitam a manutenção de uma situação de equilíbrio” refere a presidente de Silves.

a mesma ponderação cuidada, séria e rigorosa de todos os orçamentos do executivo PSD que nos trouxeram até aqui, só pode!

Ai Portugal, Portugal

Ai Portugal, Portugal
Enquanto ficares à espera
Ninguém te pode ajudar

PCP tenta travar congelamento do salário mínimo

Mal soube da intenção do Governo de congelar o aumento do salário mínimo acordado em concertação social, o PCP apresentou uma iniciativa legislativa para evitar esta decisão.

O projecto de resolução do PCP foi apresentado durante o debate quinzenal com o primeiro-ministro, onde o líder comunista, Jerónimo de Sousa, confrontou Sócrates com questões concretas sobre o congelamento de pensões e o abono de família e ficou sem resposta.

Sobre aquilo a que chamou de “roubo dos salários” na administração pública, Jerónimo garantiu que “cada trabalhador vai receber menos 70 por cento do subsídio de Natal, mas em 14 prestações suaves”. E perguntou: “Até quando?”

Na resposta, o primeiro-ministro confessou um “aperto no coração” ao tomar estas medidas, mas justificou-as com o interesse nacional e a inevitabilidade de as tomar, com toda a “coragem”.

“É coragem tomar medidas que penalizam em dez por cento o capital e 90 por cento as famílias?”, ripostou Jerónimo de Sousa, desvalorizando o aperto no coração do primeiro-ministro face ao “aperto ao pescoço que vão sentir as famílias e os trabalhadores”.

No debate seguinte com Heloísa Apolónia, d’Os Verdes, Sócrates insistiu no tom ao afirmar que “o problema das contas públicas é muito injusto, fomentado e criado por ausência de regulação dos mercados financeiros”, mas insistiu que não há alternativa. A líder parlamentar do PEV discordou, considerando que estas são as piores soluções, pois assim “o país não consegue criar riqueza, com o Governo a atacar a sustentabilidade económica”.

a intervenção de Jerónimo de Sousa na ARSic Notícias.

Governo PS aumenta os custos no acesso à Saúde

A intervenção de Bernardino Soares na Assembleia da República, deixo as notas que considero mais importantes.

A verba para o serviço nacional de saúde diminuiu de 2009 para 2010. Vários responsáveis do governo dizem que o PS não aceita cortes na saúde no próximo orçamento. Mas eis os aumentos dos custos dos medicamentos recentemente aprovados pelo Governo:

idosos com reforma inferior ao salário mínimo passam de comparticipação a 100% para 95% nos medicamentos;

– passagem dos medicamentos anti-ulcerosos, anti-ácidos e anti-inflamatórios (alguns dos medicamentos mais consumidos em portugal) do escalão B para o escalão C que significa deixarem de ser comparticipados a 69% e passarem a ser comparticipados a 37%. o valor que se transfere para os utentes com esta alteração é de quase 70 milhões de euros com os anti-ulcerosos e anti-ácidos e 37 milhões de euros com os anti-inflamatórios, total: 107 milhões de euros;

os antidepressivos vão deixar de poder ser comparticipados a 69% quando os médicos assim entenderem como adequado e apenas se pode praticar os 37%, o que significa que num valor de 106 milhões de euros que é a diferença entre uma coisa e a outra, são os utentes que o vão pagar;

– o preço de referência vai baixar novamente e mesmo quando o médico receitar um medicamento e o doente não o poder trocar por um genérico, será o doente a pagar.

Sem saúde, ou sem a manutenção da mesma, ninguém consegue levar uma vida normal, ter relações saudáveis e mantê-las, contribuir para a produtividade do país, etc. Talvez não ensinem isto nos cursos de Domingo…

O Professor Correia de Campos escreveu no seu livro, quando saiu do Governo, que as medidas na área dos medicamentos que tomou levaram “indiscutivelmente a aumentar a percentagem de desembolso das famílias nos medicamentos (…) a razão mais importante para o alargamento das taxas moderadoras não foi nem o objectivo moderador, nem o objectivo financiador mas sim [foi] uma preparação da opinião pública para a eventualidade de todo o sistema de financiamento ter que ser alterado”.

Diz Bernardino Soares “ouvir o Prof. Correia de Campos defender o sistema nacional de saúde seria quase como ouvir o secretário de estado Laurentino Dias a defender o ex-seleccionador Carlos Queirós” ahahahahahaha.

Como disse o Tiago Mesquita no Expresso:“Jaime Ovelha sodomizou um burro e acabou morto. O Governo vai “sodomizando” um país inteiro com medidas de austeridade de toda a forma e feitio e está, aparente e inacreditavelmente, vivo. Jaime usou o pau e o fogo. O Governo usa o IVA, o IRS e outros. Não se sabe se o burro terá apreciado. Mas confesso estar um pouco saturado de ser tratado como um.

PS: 23% de IVA? Meus amigos: vão roubar para a estrada”


Como sabem a culpa é da oposição! Henrique Monteiro

«Mas, não nos podemos esquecer que “as rábulas entre PS e PSD servem – já sabíamos – para tentar disfarçar o que acertaram em Maio, quando combinaram o injusto plano de austeridade que impuseram ao país e de cujas consequências são os únicos responsáveis”». Honório Novo

Ano Novo

O Ano Novo está aí. Com ele novos eventos, histórias e estórias pra contar sobre o mundo, o país, o concelho, a freguesia.

O blog vai passar a ter uma rubrica dedicada à Assembleia Municipal de Silves, onde disponibilizarei as actas em pdf e farei um breve resumo das mesmas. Por enquanto podem aceder às ordens de trabalho das Assembleias Municipais, do corrente mandato, aqui e aqui.

Hoje deixo apenas uma música referente ao dia de Ano Novo, New Year’s Day dos U2:

Aproveito para apelar à participação de todos na sessão de esclarecimento, que terá lugar amanhã pelas 21h00m na sede da Junta de Freguesia de S. B. Messines, acerca da central de compostagem e lamas.

Deixo ainda por causa do estado da estrada Algoz-Messines dois endereços electrónicos, de que tomei conhecimento no Saco dos Desabafos, um site e um blog com a denominação Boulevard Isabel Soares, e ainda uma petição online que exige a reparação da estrada, a qual já assinei.

Desejos de uma boa semana, a todos.