Conheça o programa e os candidatos da CDU à Assembleia e à Câmara Municipal de Silves

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Rogério Pinto e as famigeradas promessas em campanha eleitoral

veja a entrevista:

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De promessas está a governação desta autarquia cheia, são 16 anos. Rogério Pinto assimilou a única coisa que Isabel Soares sabia fazer. Promete agora desassorear o Rio Arade e refere numa nuvem de mistério que há investimentos para 2014. O Rio Arade nunca foi desassoreado porque o ‪#‎PSD‬ com Isabel Soares, e já em 2011 com Rogério Pinto, é verbo de encher e projecto que nunca foi feito – até porque a obra nunca foi adjudicada. Quanto aos investimentos mistério – frase feita para agarrar as pessoas a uma esperança que ainda têm mas que verá tanto a luz do dia como viu o rio. 16 anos de uma mão cheia de nada para a maioria das freguesias do concelho. O lema da campanha eleitoral de Rogério Pinto deveria ser: prometer sempre. Já que trabalhar no que promete, está quieto. Aliás, lembrem-se bem da campanha de marketing, a que o ‪#‎Governo‬ da mesma cor deu uma ajuda, aquando do tornado. Ajuda zero, única coisa que fizeram foi dizer que a autarquia podia endividar-se. E mencionar ainda que se não fosse a ajuda dos presidentes das juntas de freguesia do concelho, a cidade de Silves não teria sido limpa como foi, ao contrário do que o Sr. Presidente diz: que foi ele.

Como somos apologistas que as pessoas devem ter a maior informação disponível para apreciarem os assuntos com coerência e contextualizados, sobre o processo de desassoreamento do Rio Arade deixamos aqui um memorando da autoria de Francisco Martins.

Rogério Pinto em Campanha Eleitoral

veja a entrevista:

https://socialcam.com/v/78ZxVttk?autostart=true

Ora, eu sou jovem e estou descontente com o trabalho do actual presidente da Câmara Municipal de ‪Silves‬. Afinal, olhe-se para o concelho, e fora estas reportagens de maquilhagem social – a que a televisão pública se devia escusar, o que é que tem sido feito nas freguesias do concelho – de Armação de Pêra a São Marcos da Serra? E pela juventude? Quantos amigos, jovens adultos, é que já partiram para fora do concelho mas também do país porque aqui a realidade de trabalho é inexistente? Mas, esperar algo diferente do mesmo partido ‪PSD‬ que nos governa a nível nacional, há quase 3 anos, e concelhio, há 16 anos, era ser-se além de ingénuo, ignorante. Certo?

Portugal: a verdadeira tirania

Só é uma verdadeira tirania aquela que se exerce inconscientemente sobre as almas, porque essa é a única que não se pode combater. – Gustave Le Bon

A decadência da civilização e dos seus valores tem como representantes máximos o presidente da república – Cavaco Silva, o primeiro-ministro – Pedro Passos Coelho e claro, o sempre primeiro-ministro wanna be –  Paulo Portas.

O espectáculo a que assistimos é quase tão deplorável como o desmembrar dos criminosos em plena praça pública no século XVIII. Mau porque o público “voyeur” fica maravilhado com as imagens límpidas e pungentes, sabendo bem da arte de impressionar Passos Coelho e Paulo Portas (e os seus partidos, PSD e CDS) conhecem bem a arte de as governar, de nos governar! Pior porque quem está a ser desmembrado é quem está a ver e nem se apercebe disso, pensa que está a ver o espectáculo quando é o espectáculo.

Contingências: somos tão evoluídos hoje em dia como o eram os nossos antecessores nesse século relativamente ao largo sistema de disciplina das sociedades. No entanto, Pedro Passos Coelho não se coibiu de falar em progresso e prosperidade no discurso mais obsoleto alguma vez produzido por um primeiro-ministro (ou talvez tenham existido outros igualmente maus ou piores). Obsoleto porque arcaico no conteúdo e formulação, recorreu ao simplismo de sentimentos, ao exagero do discurso, à afirmação e repetição, como se isso o protegesse, ou aos portugueses, da dúvida e da incerteza. Tudo sem nada demonstrar pelo raciocínio.

Paulo Portas nada disse, parece que vai falar hoje às 20h. Como bons mestres da arte da decepção manipulam todos os instrumentos a seu bel-prazer nesta configuração de poderes. Daí o horário nobre. A necessidade de se conhecer o que vai dizer, afinal trata-se do rumo do país onde vivemos; e o aproveitamento da comunicação social que por esta altura já está a vender mais conteúdos que anteontem. Ainda sobre Portas: a saída, supostamente por ruptura de ideias e quiçá valores – assim dizia o comunicado, escolheu a melhora altura. Não ter de apresentar um orçamento que nem com muitas contas de mercearia ia bater certo – bem se viu como foi com Gaspar; distanciar-se numa tentativa de salvar a sua face, exercendo um poder que talvez Passos nunca pensou que ele exercesse; distanciar-se numa tentativa de salvar a face do CDS – como se até agora tivessem tido papel de meros espectadores nas políticas levadas a cabo, mentira o papel foi muito activo. Conclusão: ainda vamos ver Portas considerado salvador da pátria porque fez cair o Governo (do qual fez parte – a única altura em que alguém terá conseguido governar e fazer oposição ao mesmo tempo).

De Cavaco nada se sabe, o presidente que preside sem cadeira porque dela sempre abdicou, para não entrarmos em leituras de subterfúgio que levam muitos dos comentadores a falar de uma cadeira invisível, continua mudo. As instituições são feitas por quem lá está, por quem as dirige, não têm a áurea de virtude intrínseca que muitos gostam de propagandear:

em si mesmas não são boas nem más. Sendo boas num determinado momento para um determinado povo, podem ser destestáveis para outro. –  Gustave Le Bon

Ou podem até ser boas para uma determinada parte da população e detestáveis para outra parte. Os vários discursos, institucionais e não só, têm cumprido a sua quota parte na questão-problema: como ser governado, por quem, até onde, com que objectivo, recorrendo a que métodos. E é de relevar que:

uma das funções mais essenciais dos homens de Estado consiste em baptizar com palavras populares, ou pelo menos neutras, as coisas detestadas pelas massas sob o seu nome antigo. – Gustave Le Bon

O que nos trás à questão: como e em que condições se pode manter a soberania de um soberano sobre o Estado?

“quando descobres que estás a andar num cavalo morto, a melhor estratégia é desmontares”

O provérbio é índio e permite-nos diferenciar a sabedoria desses face ao pensamento de um ocidental. Vejamos como os ocidentais resolveriam o problema de “descobrir que estão a andar num cavalo morto”:

a) compram um chicote mais rijo;

b) mudam de cavaleiro;

c) nomeiam um comité para estudar o cavalo;

d) visitam outros sítios para verem como eles andam nos cavalos mortos;

e) dão financiamento acrescido para aumentar a performance do cavalo;

f) estudam usos alternativos para os cavalos mortos;

g) promovem o cavalo morto a uma posição de supervisão.

Qualquer semelhança destas hipóteses com cenários reais da actualidade política, nacional ou municipal, não é uma coincidência. Cada uma destas hipóteses podia ser esmiuçada e comparada com situações concretas.
Divirta-se!

Declaração Jerónimo Sousa sobre encontro com PS

Declaração de Jerónimo de Sousa
Secretário-geral do PCP
Encontro com o Partido Socialista
Lisboa, 4 de Junho de 2013

No encontro que acabámos de realizar manifestaram-se algumas das mais significativas diferenças de opinião e mesmo divergências quanto às soluções e respostas indispensáveis para tirar o País da situação para onde foi atirado por anos de política de direita e pelo chamado memorando de entendimento subscrito por PS, PSD e CDS com a troika estrangeira e pela acção devastadora do actual governo.
Expressámos ao PS a nossa convicção que não há nem crescimento económico nem criação de emprego sem rejeitar o Pacto de Agressão; que não é possível dinamizar o investimento público e privado ou pôr o país a crescer, sem renegociar a dívida e estabelecer, negociada ou unilateralmente, um montante para o serviço da dívida compatível com aqueles objectivos.
A demissão do governo e a realização de eleições são, sem dúvida, uma exigência e um imperativo nacionais.
Mas a questão essencial e decisiva reside em assegurar que à derrota do governo se some a ruptura com a política de direita, que se rejeitem e abandonem as manobras para perpetuar o Pacto de Agressão sem a troika, por via da subordinação às políticas e directivas da União Europeia como o PS sustenta e defende. Ou que se pretenda, de outra forma, manter a política de austeridade e consolidação orçamental como o PS explicitamente assumiu no seu Congresso.
É por isso que muitos portugueses, onde se incluem milhares de socialistas, não compreendem nem aceitam que a direcção do PS continue a reafirmar a sua disponibilidade para encontrar na direita – PSD e CDS – parceiros de futura governação, indiciando assim a vontade de prosseguir a mesma política que levou o país à situação em que se encontra.
Só com uma política patriótica e de esquerda, que inscreva como objectivos recuperar a soberania económica, orçamental e monetária e repor os direitos e rendimentos roubados aos trabalhadores e ao nosso povo, é possível dar solução aos problemas nacionais, assegurar os direitos sociais constitucionalmente consagrados, criar emprego e elevar as condições de vida dos portugueses, dar futuro a milhares de pequenas e médias empresas hoje condenadas à falência.
Os que insistem em manter o país amarrado ao memorando de entendimento com a troika e subordinado à União Europeia e ao federalismo são responsáveis por bloquear o caminho para a política alternativa indispensável ao País.
Aos que aspiram a uma verdadeira mudança na vida política, a todas as forças e personalidades empenhadas em romper com a política de direita, a todos os trabalhadores e ao povo português dizemos que esse objectivo estará tão mais perto de ser realizado quanto mais força e mais influência o PCP tiver.

Comunicação Social e Manutenção Político-partidária

A importância da comunicação social para os políticos é óbvia. Para ganhar eleições, no curto e longo prazo, os candidatos ou os partidos políticos têm de atrair os eleitores. A maior parte das pessoas não está motivada para seguir activamente, e atenciosamente, a vida política (Iyengar & McGrady, 2005). Ao invés, as pessoas formam opiniões e preferências baseadas no que vêem e lêem nos meios de comunicação. De resto, os candidatos que gerem melhor, com mais eficácia, os meios de comunicação, são normalmente quem vence as eleições.

Como resultado de alterações que ocorreram nas campanhas políticas nos últimos 50 anos, as instituições políticas que tradicionalmente organizavam e agregavam as preferências das pessoas atrofiaram e foram substituídas pelos meios de comunicação (Polsby, 1983). Aliás, o uso/manipulação da comunicação social para promoção de objectivos políticos é essencial para a sobrevivência política, além de ser prática usual.

Com o aumento do número de canais de comunicação a competição pelas audiências também aumentou, e tal afectou a forma das notícias políticas, ajudando os políticos e os seus partidos a evitar o escrutínio de aspectos importantes respeitantes ao candidato e à forma de governar, tais como posições políticas que permitiriam aos eleitores tomar decisões políticas informadas. De modo crescente, a necessidade de cativar as audiências tomou precedência sobre a “antiga” norma jornalística de informar os leitores/espectadores (Kalb, 1998). As forças de mercado requerem que as notícias sejam apresentadas num formato de entretenimento e com um valor de interesse – mesmo que as histórias sejam duvidosas do ponto de vista cívico ou de relevância educacional (Kalb, 1998). Assim, na cobertura das campanhas políticas, a incerteza e o suspense associados à representação dos candidatos como jogadores estratégicos na tentativa de manipular os eleitores, é mais provável de captar e segurar a atenção do público que outros aspectos mais reais, com substância, da campanha (Patterson, 1993).

Dado que existem, hoje em dia, formas menos rigorosas de jornalismo, tendo em conta as necessidades do mercado, os meios de comunicação são hodiernamente menos capazes de resistir activamente a fontes institucionais e governamentais (Iyengar & McCgrady, 2005). O resultado é uma forma de “relatar” diferencial, em que a ideia do jornalista independente com a capacidade de desafiar as fontes oficiais cessou de existir (Dorman & Farhang, 1987; Bennet, 2000). Ganha especial importância a influência que as elites políticas podem exercer no público em geral, dado que os seus pontos de vista são raramente desafiados pelos meios de comunicação de massas mais genéricos, isto porque os jornalistas têm cuidado para não irritar e alienar as fontes nas quais têm que basear-se para criar as suas histórias (Iyengar & McGrady, 2005).

As elites políticas são assim mais capazes de manipular, e estão mais dependentes dos meios de comunicação que nunca (Iyengar & McGrady, 2005). É axiomático que aqueles que são capazes de influenciar o conteúdo e imagem das notícias têm sucesso em melhorar a sua permanência no tribunal da opinião pública, e ao fazê-lo estar na mó de cima, como é o recente caso de José Sócrates.

Pense-se agora no impacto, não esquecendo os jogos de bastidores, que o comentador político que entra pelas tv’s adentro pode ter. Impacto esperado e calculado quer por quem vai comentar quer por quem o convidou a ter esse espaço de opinião. No significado do comentador ter desempenhado funções políticas e estar agora a comentar as dos que exercem actualmente. Questione-se não apenas sobre Sócrates mas sobre todos os outros, na RTP, na SIC, na TVI e nos outros canais de televisão. Perceba-se o que dizem essas escolhas das linhas editoriais desses mesmos canais. Falei das televisões mas falo também dos jornais, de quem lá escreve as suas opiniões e, mais uma vez, de que os convidou.

Na imagem/representação global do país, dos seus problemas e soluções, a velha pergunta de Harold Lasswell “quem diz, o quê, a quem, como (através de que canal), e com que efeito?” coloca-se cada vez mais pertinente como forma de desconstruir esta construção social da realidade. A bipartidarização partidária, a bipartidarização das soluções para a crise que vivemos também se constrói aqui. Da mesma maneira que também foi aqui que se foi ignorando a crise, os seus aspectos e os seus actores. A manutenção dos partidos-políticos e a manutenção de algumas figuras que ganharam notoriedade por terem desempenhado funções enquanto membros desses mesmos partidos também se constrói aqui. A desconstrução, a resistência e a solução para uma sociedade mais informada passa por uma comunicação social cujos meios não estejam intrinsecamente ancorados a indivíduos ou instituições do controlo social formal.

Como é que as pessoas que apenas lêem notícias ou as visionam (são a maioria), as tais que não estão motivadas para seguir activamente a vida política (e por isso são menos activas na procura de outras informações/vias informação), conseguem ter diferentes perspectivas sobre o mundo onde vivem se a maioria dos canais que veiculam notícias têm como produtores de opinião mais do mesmo?

Vivemos na sociedade líquida, consumista e individualizada de Zygmund Bauman, onde os meios de comunicação o que nos trazem, no lugar de discussões relacionadas com os nossos modos de existência público e privado, “são lições públicas sobre a vacuidade da vida pública e sobre o vazio das esperanças postas em tudo o que seja menos privado que os problemas e as soluções particulares. Os solitários indivíduos entram hoje numa ágora e não se encontram a não ser com outros que estão tão sós como eles mesmos. Voltam para casa tranquilizados com a sua solidão reforçada.” (Bauman, 2001, p. 231)

Há, a acrescer ao que foi dito, uma desvinculação das “elites” com as comunidades de origem, as “elites” são cada vez mais globais ao contrário da maioria da população que é cada vez mais localizada (basta ir ver a origem de alguns políticos e as suas práticas antes, durante e após eleições). E é neste pano de fundo que também se jogam as relações de poder que permitem o aumento da desigualdade social que os meios de comunicação social veiculam e que contribuem para as nossas representações sociais e para a construção social da realidade.

É certo que o leitor/espectador não é tábua rasa onde se inscreve o que lê e vê, que ele interage, que os efeitos da acção dos meios de comunicação, quer no geral quer no particular, são bastante complexos, que há uma componente cognitiva-afectiva-emocional. Contudo, o ponto aqui é outro. Se o discurso disseminado é na sua grande maioria o mesmo, quem não procura informar-se estará exposto a uma visão restrita e hegemónica acerca do mundo onde vive. Não admira pois que exista de forma transversal uma bipolarização do discurso e das práticas, nos meios de comunicação social e noutras esferas da vida.

Referências:

Bauman, Z. (2001). A Sociedade Individualizada: Vidas contadas e histórias vividas. Rio de Janeiro: Zahar. 

Dorman, W. A., & Farhang, M. (1987). The U.S. Press and Iran: Foreign policy and the journalism defense. Los Angeles: University of California Press;
Kalb, M. (1998). The Rise of the New News. Discussion Paper D-34. Joan Shorenstein Center, Harvard University;
Patterson, T. (1993). Out of Order. New York: Knopf;
Polsby, N. W. (1983). Consequences of Party Reform. New York: Oxford University Press;
Iyengar, S., & McGrady, J. (2005). Mass media and political persuasion. In Brock et al. (eds.) Persuasion: Psychological Insights and Perspectives.
London: Sage Publications.

“Álvaro Cunhal tinha razão. Os portugueses estão a pagar”

Hoje, quando a União Europeia navega em águas agitadas sem rumo perceptível e em que os chamados países periféricos sofrem as consequências de decisões que parecem tudo menos inocentes, é oportuno recordara voz lúcida de Álvaro Cunhal que na altura muitos acusaram de “velho do Restelo”. Quando os responsáveis políticos embandeiravam em arco com a adesão à Comunidade Económica Europeia e a entrada no “clube dos ricos”, quando a maioria do povo português embarcava na euforia da festa das remessas dos fundos estruturais e se empanturrava em betão a troco do abandono da agricultura, da extinção da frota pesqueira, do esvaziamento da marinha mercante, do encerramento de indústrias de base, Álvaro Cunhal alertava e repetia: os portugueses irão pagar isto. Era ouvido com cepticismo. Não me excluo, a palavra de Álvaro Cunhal levava-me a reflectir, mas deixava-me dúvidas.
Álvaro Cunhal tinha razão. Os portugueses estão a pagar isso.

Pedro Pezarat Correia

dizem os EUA à Venezuela: a nossa democracia é melhor. Carter prova que não!

EUA avisam que se Chávez não poder governar terá de haver novas eleições. 

Olha lá, que lição de democracia tão linda, a ingerência de um país, EUA, na política interna de outro país, Venezuela. Até parece que num, Venezuela, são súbditos de outro, EUA. Se fosse ao contrário já os EUA andavam a arranjar maneira de invadir o outro país… coisa que já fazem por petróleo e outras reservas de bens naturais…

Depois temos a realidade que se impõe e, diz-nos que nas últimas eleições o processo eleitoral na Venezuela foi fiscalizado pela Fundação Carter que diz que “o processo eleitoral na Venezuela é o melhor do mundo”. Já nos EUA embora os senhores estivessem in loco a convite do próprio governo americano, em diversos estados os observadores foram impedidos de realizar o seu trabalho. 

e assim sendo, EUA deviam procurar soluções internas, até porque relativamente à cultura da participação cívica nas eleições na Venezuela votaram 81% dos cidadãos elegíveis enquanto nos EUA votaram 57,5%.

memória, presente e futuro

Álvaro Cunhal “[…] A revolução, com a liquidação dos grandes grupos capitalistas dominantes, com as nacionalizações e a reforma agrária, significou importantes e significativos passos na área social e na democratização cultural. A contra-revolução, na medida em que foi reconstituindo e restaurando o capitalismo monopolista, foi impondo e continua a impor medidas antidemocráticas nessas duas áreas.
A Revolução de Abril foi uma afirmação de independência nacional. A contra-revolução, uma história de capitulação ante interesses e imposições do estrangeiro.
No tempo da ditadura, da revolução e da contra-revolução, lutando com objectivos correspondentes a tão distintas situações, o PCP manteve sempre e mantém no horizonte o objectivo da construção de uma sociedade socialista em Portugal.
Uma sociedade nova e melhor, libertada da exploração e das grandes desigualdades e injustiças sociais.
A luta por este objectivo não contraria, antes dá mais claro sentido, à luta presente pela democracia e independência nacional. […]”
A Verdade e a Mentira na Revolução de Abril – A contra-revolução confessa-se