Rosa Palma, Presidente da CM de Silves: comemorações do 25 de Abril

Excelentíssimo Senhor Presidente da Assembleia Municipal
Excelentíssimo Senhor Vice-Presidente da CMSilves
Excelentíssimos Senhores Vereadores
Excelentíssimos Membros da Assembleia Municipal
Excelentíssimos Senhores Presidentes das Juntas de Freguesia
Caros Concidadãos
Senhores Jornalistas

Em nome do Município de Silves, terra recheada de fortes tradições democráticas e antifascistas e um riquíssimo historial de lutas operárias que deu um valioso e heroico contributo para a queda da ditadura de Salazar e Caetano que perdurou durante os longos 48 anos de opressão, isolamento e escuridão, saúdo o 41.º (quadragésimo primeiro aniversário) do Movimento das Forças Armadas (MFA).

Saúdo com alegria o corajoso levantamento militar conduzido pelos Capitães que em 25 de Abril de 1974 instaurou a Democracia e a Liberdade, libertou os presos políticos, assegurou o regresso dos exilados, restabeleceu direitos fundamentais da pessoa humana como a livre expressão do pensamento e opinião, a liberdade de imprensa, a livre criação de associações e partidos políticos, a liberdade sindical, o direito à greve, a elaboração de uma nova Constituição da República Portuguesa, a organização de eleições livres, etc.

Tudo isto, é bom recordar, estava consagrado no Programa do MFA, que gradualmente se estendeu ao campo dos direitos económicos e sociais (salário mínimo, contratação coletiva, subsídios de férias e de Natal, segurança social, saúde, educação), ao processo de descolonização, e à profunda transformação da economia e sociedade portuguesas.

Sem a heroica gesta dos militares de Abril e da aliança Povo/MFA que, desde logo, se firmou nas ruas, largos e avenidas das aldeias, Vilas e Cidades de todo o Portugal, através de entusiásticas e espontâneas concentrações e manifestações, a instauração e consolidação do regime democrático não teria acontecido.

Uma das conquistas mais bem sucedidas da revolução portuguesa do 25 de Abril de 1974 foi precisamente a instauração do Poder Local Democrático.

Poder Local constituído por Municípios e Freguesias que através do exercício das suas competências, levaram o desenvolvimento a todo o território, no campo das infraestruturas básicas que não existiam – redes de abastecimento de água e saneamento, higiene pública, energia elétrica, arruamentos, vias de comunicação, escolas, centros de saúde, etc.

41 anos passados após o 25 de Abril de 1974, as nuvens são densas e ensombram a vida dos portugueses.

Muito do conquistado com o 25 de Abril de 1974 no âmbito dos direitos sociais e das transformações estruturais da economia portuguesa andou para trás.

Fenómenos recentes, agravados ao abrigo do programa de resgate da Troika, como o empobrecimento generalizado da população, a liquidação da classe média, o aprofundamento das desigualdades, o “colossal” aumento de impostos que ultrapassou os limites do imaginável, a corrupção que atinge em escala alarmante os mais altos responsáveis da governação, a concentração da riqueza nuns poucos, as mordomias e os privilégios de alguns – ameaçam a implosão do regime democrático, alimentam a desconfiança do povo nas instituições e nos políticos, julgando-se erradamente, todos por iguais, exigem um novo rumo nas políticas que têm vindo a ser prosseguidas.

Há com certeza, responsáveis pelo estado a que isto chegou.

Embora o dia de hoje não seja o momento para clivagens partidárias, é próprio da democracia, aceitar e confrontar leituras divergentes da realidade, sendo que, a meu ver, é fundamental não branquear o estado atual do país.

Desde 1976, os governos têm-se constituído em regime de alternância, ora PS ora PSD. Sozinhos, coligados, atrelados ou não à muleta do CDS, formam aquilo a que se convencionou chamar o Bloco Central de Interesses. É difícil distinguir as políticas de uns e de outros. Portugal encontra-se num autêntico pântano político do qual é necessário sair.

É sintomático do estado do país e da democracia, e dá que pensar, a recusa persistente da Associação dos Militares do 25 de Abril em tomar parte nas comemorações oficiais da Revolução dos Cravos na Assembleia da República sob a liderança do atual maioria de direita.

Comprovadamente, este já não é o país do 25 de Abril, cujos valores e mudanças geradas, alimentaram a esperança dos portugueses numa sociedade mais justa e solidária.

O Poder Local Democrático está sujeito a várias ameaças.

A sua autonomia e capacidade de resposta aos problemas das populações é violentada:

Quando se corta consecutivamente nas transferências de meios financeiros, não se cumprindo a própria Lei das Finanças Locais e os compromissos assumidos com a ANMP;

Quando se tenta impingir novas competências nas áreas da educação ou da saúde, no âmbito do processo de degradação da escola pública ou da liquidação do Serviço Nacional de Saúde;

Quando se impõe alterações ao tarifário da água através do regulador (ERSAR) ou se condiciona o acesso aos próximos programas comunitários, forçando os Municípios a se submeterem aos ditames governamentais, com o propósito cada vez mais claro, de se proceder à privatização do apetecido negócio da água;

Quando se restringe a contratação de pessoal absolutamente necessário ao seu funcionamento, com exigências absurdas – de forma cega, e sem olhar às diferentes realidades de cada um dos Municípios.

No dia da Liberdade e da Democracia, deixo uma nota de esperança aos munícipes do concelho de Silves, fazendo uma breve síntese do ano e meio de mandato autárquico sob a liderança da CDU.

O novo executivo restabeleceu a credibilidade financeira do município, passando a cumprir com todos os seus compromissos;

Pôs ordem na casa, melhorando os níveis de organização e planeamento;

Promove uma gestão aberta e transparente, de grande proximidade aos eleitos e às populações;

Iniciou a reestruturação de vários setores camarários, visando o seu melhor funcionamento;

Encetou medidas de melhoria na higiene pública que são notórias;

Foi o primeiro Município a assegurar as 35 horas de trabalho semanal no quadro dos Municípios algarvios;

Adotou um novo relacionamento com as escolas, as associações e as JF/UF, reforçando a intervenção no terreno e a transferência de meios, e incutindo maior espírito de cooperação e entreajuda;

Não promoveu aumentos de taxas ou tarifários;

Aplica as taxas mais reduzidas do IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis);

Prepara a revisão em baixa da Tabela de Taxas e Licenças, com vista a um conjunto de incentivos à atividade económica no concelho;

Desenvolve uma política intensa, de qualidade e inovadora, nas áreas da cultura ou do turismo, promovendo a descentralização pelas freguesias ou a cooperação intermunicípios;

Tem aproveitado ao máximo aquilo que resta do último Quadro Comunitário de Apoio;

Prepara afincadamente um conjunto alargado de projetos que terão impacto no futuro próximo nos níveis de bem-estar e desenvolvimento do concelho.

Em suma, festejamos Abril, a Liberdade e a Democracia duramente conquistadas, com confiança no futuro.

Mobilizando e unindo vontades e energias, seremos capazes de enfrentar e ultrapassar as dificuldades, e progredir no sentido de uma sociedade inclusiva e solidária, defender e melhorar o serviço público, com vista à elevação dos indicadores de bem-estar dos cidadãos e os níveis de desenvolvimento do concelho de Silves, que implica necessariamente uma mudança profunda nos rumos da governação do país, no respeito pelos princípios e valores que nortearam o 25 de Abril de 1974.

Viva o 25 de Abril!
Viva Portugal!

discurso proferido pela Presidente da Câmara Municipal de Silves: Rosa Palma, na Assembleia Municipal Extraordinária comemorativa do 25 de Abril que teve lugar no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

Portugal: a verdadeira tirania

Só é uma verdadeira tirania aquela que se exerce inconscientemente sobre as almas, porque essa é a única que não se pode combater. – Gustave Le Bon

A decadência da civilização e dos seus valores tem como representantes máximos o presidente da república – Cavaco Silva, o primeiro-ministro – Pedro Passos Coelho e claro, o sempre primeiro-ministro wanna be –  Paulo Portas.

O espectáculo a que assistimos é quase tão deplorável como o desmembrar dos criminosos em plena praça pública no século XVIII. Mau porque o público “voyeur” fica maravilhado com as imagens límpidas e pungentes, sabendo bem da arte de impressionar Passos Coelho e Paulo Portas (e os seus partidos, PSD e CDS) conhecem bem a arte de as governar, de nos governar! Pior porque quem está a ser desmembrado é quem está a ver e nem se apercebe disso, pensa que está a ver o espectáculo quando é o espectáculo.

Contingências: somos tão evoluídos hoje em dia como o eram os nossos antecessores nesse século relativamente ao largo sistema de disciplina das sociedades. No entanto, Pedro Passos Coelho não se coibiu de falar em progresso e prosperidade no discurso mais obsoleto alguma vez produzido por um primeiro-ministro (ou talvez tenham existido outros igualmente maus ou piores). Obsoleto porque arcaico no conteúdo e formulação, recorreu ao simplismo de sentimentos, ao exagero do discurso, à afirmação e repetição, como se isso o protegesse, ou aos portugueses, da dúvida e da incerteza. Tudo sem nada demonstrar pelo raciocínio.

Paulo Portas nada disse, parece que vai falar hoje às 20h. Como bons mestres da arte da decepção manipulam todos os instrumentos a seu bel-prazer nesta configuração de poderes. Daí o horário nobre. A necessidade de se conhecer o que vai dizer, afinal trata-se do rumo do país onde vivemos; e o aproveitamento da comunicação social que por esta altura já está a vender mais conteúdos que anteontem. Ainda sobre Portas: a saída, supostamente por ruptura de ideias e quiçá valores – assim dizia o comunicado, escolheu a melhora altura. Não ter de apresentar um orçamento que nem com muitas contas de mercearia ia bater certo – bem se viu como foi com Gaspar; distanciar-se numa tentativa de salvar a sua face, exercendo um poder que talvez Passos nunca pensou que ele exercesse; distanciar-se numa tentativa de salvar a face do CDS – como se até agora tivessem tido papel de meros espectadores nas políticas levadas a cabo, mentira o papel foi muito activo. Conclusão: ainda vamos ver Portas considerado salvador da pátria porque fez cair o Governo (do qual fez parte – a única altura em que alguém terá conseguido governar e fazer oposição ao mesmo tempo).

De Cavaco nada se sabe, o presidente que preside sem cadeira porque dela sempre abdicou, para não entrarmos em leituras de subterfúgio que levam muitos dos comentadores a falar de uma cadeira invisível, continua mudo. As instituições são feitas por quem lá está, por quem as dirige, não têm a áurea de virtude intrínseca que muitos gostam de propagandear:

em si mesmas não são boas nem más. Sendo boas num determinado momento para um determinado povo, podem ser destestáveis para outro. –  Gustave Le Bon

Ou podem até ser boas para uma determinada parte da população e detestáveis para outra parte. Os vários discursos, institucionais e não só, têm cumprido a sua quota parte na questão-problema: como ser governado, por quem, até onde, com que objectivo, recorrendo a que métodos. E é de relevar que:

uma das funções mais essenciais dos homens de Estado consiste em baptizar com palavras populares, ou pelo menos neutras, as coisas detestadas pelas massas sob o seu nome antigo. – Gustave Le Bon

O que nos trás à questão: como e em que condições se pode manter a soberania de um soberano sobre o Estado?

memória, presente e futuro

Álvaro Cunhal “[…] A revolução, com a liquidação dos grandes grupos capitalistas dominantes, com as nacionalizações e a reforma agrária, significou importantes e significativos passos na área social e na democratização cultural. A contra-revolução, na medida em que foi reconstituindo e restaurando o capitalismo monopolista, foi impondo e continua a impor medidas antidemocráticas nessas duas áreas.
A Revolução de Abril foi uma afirmação de independência nacional. A contra-revolução, uma história de capitulação ante interesses e imposições do estrangeiro.
No tempo da ditadura, da revolução e da contra-revolução, lutando com objectivos correspondentes a tão distintas situações, o PCP manteve sempre e mantém no horizonte o objectivo da construção de uma sociedade socialista em Portugal.
Uma sociedade nova e melhor, libertada da exploração e das grandes desigualdades e injustiças sociais.
A luta por este objectivo não contraria, antes dá mais claro sentido, à luta presente pela democracia e independência nacional. […]”
A Verdade e a Mentira na Revolução de Abril – A contra-revolução confessa-se

 

os resultados do Ministro das Finanças em 2 anos

Em 2 anos do seu Governo:

o consumo interno caiu 13,4%

o investimento caiu mais de 25%

o desemprego passou de 10% para 16%

a dívida pública aumentou 22,6%

os juros aumentaram 52%

 

Já era altura de todos percebermos que essa conversa da avaliação positiva só resulta e só pode ser verdadeira se os objectivos esperados fossem estes, se os objectivos esperados não eram estes então não pode ser positiva a avaliação, ou então todos nós temos que descodificar muito bem o que significa isso da avaliação positiva. Significa que curiosamente, só por acaso, talvez, o valor que o seu governo se orgulha de ter cortado na despesa pública, qualquer coisa como, em 2 anos, 8 mil milhões, e nós sabemos onde:

nos subsídios dos trabalhadores, nos despedimentos na função pública, no encerramento de escolas, no encerramento de centros de saúde, no encerramento de um conjunto muito vasto de serviços, no aumento dos preços, nós sabemos de onde vêm.

 

8 mil milhões mais ou menos de corte na despesa pública, é mais ou menos o mesmo, já reparou, que já colocamos na banca. Não há vergonha nisto?! tiram o dinheiro e dizem que cortam na despesa pública para garantir que o podem entregar aos bancos e àqueles que lucram à custa dos portugueses?! Portanto, é preciso ter algum pudor quando se vem aqui anunciar como positivo isto que está que nos está a destroçar o país e os direitos dos portugueses.

Não sei como é que se vê se a avaliação é positiva lá nos gráficos que o senhor ministro usa e nos seus números mas nas ruas e nos locais de trabalho vê-se as condições de vida dos portugueses, e os portugueses hoje vivem pior que há 2 anos.

 

 

Sabemos muito bem o que não é sacrificado, o sr. ministro diz-nos várias vezes fazendo uso desse terrorismo verbal, esse terrorismo social, aliás não é só o sr. ministro que o diz, já vem do anterior governo essa cassete, se não fosse este empréstimo não tínhamos como pagar os vencimentos dos trabalhadores portugueses mas nunca diz, que se não fosse este empréstimo não poderíamos pagar os compromissos com as parcerias público-privadas, se não fosse este empréstimo não podíamos pagar os juros e a agiotagem, esses são sagrados. O que pode ser sacrificado são os vossos salários, as vossas pensões, as do povo português. Vejam bem a componente ideológica e a sua camada de terrorismo verbal que objectivamente o reveste. (…)

 

Einstein chamar-lhe-ia um tolo, porque aquele que persiste na mesma receita para resolver o problema não pode ser outra coisa que um tolo. (…)

 

No lado da despesa há muita que se lhe diga, há muita despesa e nem toda é igual, (…) se poder, ainda, precisar um pouco sobre a dimensão, as áreas e o espectro de áreas em que esse corte incidirá que é para nós sabermos, que é para as pessoas lá em casa saberem onde é que vão ser cortados esses 830 milhões, onde é que  vão ser cortados esses 4 mil milhões depois. Porque essa ideia de corte indiscriminado tem reflexos objectivos, é isso que destrói os hospitais, é isso que destrói o serviço público, é isso que encarece os transportes públicos, é isso que dá cabo das escolas dos nossos filhos, é isso que aumenta as propinas, é esse corte que não é indiscriminado que tem reflexos e que tem objectivos e que provoca profundos transtornos na vida das pessoas.
(…) mas sobre o PS, o PSD e o CDS é muito revelador que estejam disponíveis para renegociar o Estado e não para renegociar a dívida. Então em vez de negociarmos os juros, os prazos e o montante da dívida? não! As imposições dos credores, as imposições das forças estrangeiras, nós submissamente acatamos. Renegociamos é o nosso Estado – chamaram-lhe refundação. Nós chamaremos desfiguração do Estado, chamaremos perversão do Estado, aquilo que for mais adequado, certamente que refundação não é o termo mas, sr. ministro como é que pode estar mais disponível para renegociar o Estado, para renegociar os direitos dos Portugueses, para renegociar a vida dos Portugueses, não é a sua, é a dos outros, é mais fácil negociar com a vida dos outros mas como é que pode estar disponível para isso ao invés de colocar como primeiro objectivo a defesa do interesse do seu país e renegociar a dívida nos seus juros, prazos e montantes?

 

 

Ainda hoje o PCP propôs a indexação dos juros às exportações portuguesas, é irrealista? Já foi feito na história, até de países da Europa, a indexação dos juros da dívida à capacidade de exportação. Propusemos hoje mesmo, vamos propor no Orçamento de Estado, aqui está uma proposta de renegociação da dívida que poderia ser posta em prática fosse o interesse do Governo o interesse do povo.

 

E eu gostava apenas de dizer o seguinte, o sr. ministro tem razão numa coisa, não é renegociar, de facto, é uma expressão que não comporta toda a dimensão do termo, é negociar, porque o país precisa é de um Governo que esteja disponível para negociar a dívida porque este limitou-se a ir lá assinar de cruz este pacto de agressão sobre o povo português.

Afinal a incompetência dá frutos e quem paga somos todos nós

Apesar do (des)Governo miserável e incompetente da Câmara Municipal de Silves ao longo destes 12 anos admire-se o cidadão silvense não comprado com esta notícia incrível, Isabel Soares vai ser nova administradora delegada das Águas do Algarve

Afinal, parece que o Paulo tinha razão, “tal distinção deve-se a 2 factores, não sendo possível afirmar qual o mais preponderante: o cartão de militante PSD e a cumplicidade com o Sr. Relvas, o ministro das negociatas e jogadas obscuras”. Um é licenciado relâmpago, a outra estagnação pura, ambos são incompetentes, proferem inverdades, têm muitos rabos presos (deles e doutros), e adoram ser tratados por título que não possuem… não são coincidências é espaço-tempo que os aproxima. Estas ligações configuram-se num rizoma de distribuição de poder no seio da nossa sociedade, não existe uma linha de subordinação hierárquica, podem brotar de todo e qualquer ponto. Contudo, tem tantas linhas de continuidade como tem linhas de fuga, e a única certeza é que qualquer que seja o modelo de ordem que existe ele pode ser sempre modificado. Claro, ajudava bastante que aqueles que se encontram numa mesma dimensão de relações de poder, como os membros dos próprios partidos onde gentalha desta milita, questionassem porque permitem que eles lá se mantenham e porque lhes dão determinado tipo de poder sabendo que estes respeitam e cuidam apenas do seu próprio umbigo e não das freguesias, autarquias e país. A incompetência dá frutos porque muitos a premeiam, a alimentam e a desculpam. É de uma falta de respeito, de decência, de moral e de ética nomeações como esta. Os governantes podem comportar-se como “senhores medievos” mas isso não transforma os cidadãos deste país em servos analfabetos desse mesmo tempo.

Apesar de todos os dias estes ditadorzecos papaguearem nos seus discursos que não podemos escolher nada como se os fôssemos engolir sem os questionar, resta-nos o sentido de humor como defesa psicológica do massacre violento a que temos sido expostos com maior frequência nestes últimos tempos e a possibilidade de podermos escolher o mundo em que queremos viver, sempre.

Ter memória: o que faz falta é avisar a malta!

Em 1975, Novembro, apesar dos trabalhadores da construção civil em greve se terem manifestado frente à Assembleia da República e terem visto o VI Governo Provisório, após 3 dias de cerco, dizer que iria satisfazer os seus pedidos de aumento de salários e melhores condições de vida, deu-se a contra-revolução que nos trouxe pela mão de uns poucos ao estado a que o país se encontra hoje!
Portugal já não tinha colónias apesar dos fascistas infiltrados nas forças armadas terem tentado adiar a descolonização. De forma a limitar os direitos dos trabalhadores em Portugal, há pouco conquistados e marcar uma posição, o VI Governo Provisório recusou demitir-se e entrou em confronto com os militares ditos revolucionários no geral. O VI Governo não podia permitir que as classes trabalhadoras ditassem as regras, afinal a burguesia já tinha perdido os investimentos feitos em Luanda. Com as divisões no seio do Movimento das Forças Armadas que já vinham detrás e, sem organização de resistência os Comandos controlados pela direita prenderam os militares conotados com a esquerda. Os Comandos que tinham servido na guerra colonial foram usados como meio para quebrar a luta das classes trabalhadoras. O Governo parou as negociações com os trabalhadores e não aumentou os salários como tinha prometido aos trabalhadores da construção civil. O estado social já na altura deu lugar ao estado policial. O VI Governo voltou a armar a polícia e a guarda nacional republicana para conter e lutar contra os trabalhadores em greve pelos seus direitos, para retirar as pessoas das casas que tinham sido ocupadas a seguir ao 25 Abril. Os indivíduos conotados com a esquerda foram removidos da rádio e televisão, os jornais passaram para controlo do Governo. Juntamente com os Comandos a GNR fez rusgas a casas e cooperativas à procura de armas mas nunca as encontraram. Os agricultores conotados com a direita organizaram ataques às cooperativas e à reforma agrícola.
O VI Governo recusou-se a reconhecer a liderança de Angola pelo MPLA e neste contexto os ataques bombistas conotados com Spínola aumentaram, principalmente a escritórios angolanos e moçambicanos, sedes de partidos de esquerda e à embaixada de Cuba.
Quando oiço dizer que o 25 de novembro trouxe a democracia não sei se hei-de rir do ridículo da afirmação ou de chorar porque no fundo o que o VI Governo Provisório colocou em marcha foi o restabelecimento do controlo do país pela burguesia (fascista ou não) e a sua soberania sobre as classes trabalhadoras. Plano sempre encapotado pelo discurso que se vestia de democracia e de liberdade mas que vendia o trabalho português descapitalizado de forma a ser atractivo para investimentos estrangeiros.
Otelo concorre a eleições para a Presidência da República, Eanes na altura Tenente-Coronel, depois de ter dirigido as operações do 25 de Novembro, também concorreu. Ainda que em campanha em Évora os seus seguranças tenham disparado sobre cidadãos portugueses, que se manifestavam desarmados, causando mortos e feridos, Eanes ganhou na mesma as eleições com sessenta e tal por cento dos votos!!!!!! Entretanto Eanes nomeou Mário Soares primeiro-ministro do I e II Governos Constitucionais, afinal tinha sido eleito com o apoio do PS. Outro facto fantástico: ano e meio depois, Spínola* que tinha sido exilado (Espanha e Brasil) pôde regressar a Portugal e foi reintegrado no Exército. O ciclo de sucessivas governações que nos trouxeram aqui começou lá bem atrás e as reivindicações de hoje não são muito diferentes das de antigamente. Podemos ter melhores condições materiais de vida hoje do que há trinta e tal anos atrás, mas como na altura essas condições estão agora em perigo de se tornarem cada vez mais precárias. Se é que o trabalho foi vilipendiado num tão curto espaço de tempo como agora…

*Spínola que queria preservar o aparelho da Pide na sua maioria!, como refere o capitão de Abril, Dinis de Almeida.

Moral da história: as conquistas ou são concretizadas até ao fim ou se ficam pelo meio, e se deixam amenizar pela conquista de umas poucas reivindicações que já foram direitos conquistados, mais tarde ou mais cedo são retiradas uma e outra e outra vez. De facto, a história repete-se. Esperemos que o fim seja outro!

O que faz falta é avisar a malta! O que faz falta!

Para uma análise mais pormenorizada do 25 de Novembro, “a Verdade e a Mentira na Revolução de Abril: A contra-revolução confessa-se

O (des)Governo miserável e incompetente da Câmara Municipal de Silves

Publico na íntegra o comunicado da Junta de Freguesia de que tive conhecimento mesmo agora.
A incompetência deste excutivo camarário, PSD, não é novidade pois tem sido constante e reiteradamente praticado ao longo de 12 anos. A questão que fica é: como é que quem votou uma e outra e outra vez na incompetência não se sente responsável pelo que se tem passado na autarquia de Silves e nas Juntas de Freguesia da mesma que sofrem directamente com esta má gestão?!
Do que é que precisam mais para se desiludirem?!

COMUNICADO À POPULAÇÃO
O executivo da Junta de Freguesia de S. Bartolomeu de Messines convida toda a população a participar numa reunião/debate a realizar no dia 25 de Setembro, às 18h30, no Salão da Junta.
Neste encontro queremos dar a conhecer à população, a grave crise financeira em que a Junta de Freguesia se encontra, causada pelo facto da Câmara Municipal não ter ainda transferido qualquer verba no ano de 2012, para pagamento das obras e trabalhos que temos realizado, no âmbito das nossas competências.
Chegou a hora de dizermos basta a esta situação que está a matar a actividade da Junta de Freguesia e a prejudicar seriamente os apoios concedidos às colectividades, clubes e associações. Por isso, apelamos à participação geral nesta reunião!
E porque não aceitamos que a nossa freguesia continue a ser prejudicada e tratada desta forma exigimos que a Câmara Municipal tome as medidas necessárias para resolver de vez o problema da recolha do lixo. Há sítios da freguesia que esperam há mais de 15 dias que o lixo seja recolhido, é uma questão de saúde pública.
Na Vila de Messines, a situação não é melhor, pois os serviços da Câmara Municipal andam a recolher o lixo e a transportá-lo em veículos totalmente inadequados, de caixa aberta, que vão escorrendo lixiviados pelas ruas por onde passam, deixando um rasto de porcaria e mau cheiro e criando sérios perigos para a saúde pública.

Isto não pode continuar, é tempo da Câmara Municipal cumprir com as suas obrigações, é a altura para nos juntarmos e exigirmos respeito e justiça.
No dia 25 de Setembro compareça na sua Junta de Freguesia e deixe a sua opinião. Todos temos uma voz. Juntos encontraremos um caminho.

O Presidente da Junta de Freguesia de S. Bartolomeu de Messines
João Carlos Correia

Portugal: Nação Valente e Imortal

Irónico e actual:

Agora sol na rua a fim de me melhorar a disposição, me reconciliar com a vida. Passa uma senhora de saco de compras: não estamos assim tão mal, ainda compramos coisas, que injusto tanta queixa, tanto lamento. Isto é internacional, meu caro, internacional e nós, estúpidos, culpamos logo os governos. Quem nos dá este solzinho, quem é? E de graça. Eles a trabalharem para nós, a trabalharem, a trabalharem e a gente, mal agradecidos, protestamos. Deixam de ser ministros e a sua vida um horror, suportado em estóico silêncio. Veja-se, por exemplo, o senhor Mexia, o senhor Dias Loureiro, o senhor Jorge Coelho, coitados. Não há um único que não esteja na franja da miséria. Um único. Mais aqueles rapazes generosos, que, não sendo ministros, deram o litro pelo País e só por orgulho não estendem a mão à caridade.

O senhor Rui Pedro Soares, os senhores Penedos pai e filho, que isto da bondade às vezes é hereditário, dúzias deles.

Tenham o sentido da realidade, portugueses, sejam gratos, sejam honestos, reconheçam o que eles sofreram, o que sofrem. Uns sacrificados, uns Cristos, que pecado feio, a ingratidão. O senhor Vale e Azevedo, outro santo, bem o exprimiu em Londres. O senhor Carlos Cruz, outro santo, bem o explicou em livros. E nós, por pura maldade, teimamos em não entender. Claro que há povos ainda piores do que o nosso: os islandeses, por exemplo, que se atrevem a meter os beneméritos em tribunal. Pelo menos nesse ponto, vá lá, sobra-nos um resto de humanidade, de respeito.

Um pozinho de consideração por almas eleitas, que Deus acolherá decerto, com especial ternura, na amplidão imensa do Seu seio. Já o estou a ver Senta-te aqui ao meu lado ó Loureiro Senta-te aqui ao meu lado ó Duarte Lima Senta-te aqui ao meu lado ó Azevedo que é o mínimo que se pode fazer por esses Padres Américos, pela nossa interminável lista de bem-aventurados, banqueiros, coitadinhos, gestores que o céu lhes dê saúde e boa sorte e demais penitentes de coração puro, espíritos de eleição, seguidores escrupulosos do Evangelho. E com a bandeirinha nacional na lapela, os patriotas, e com a arraia miúda no coração. E melhoram-nos obrigando-nos a sacrifícios purificadores, aproximando-nos dos banquetes de bem-aventuranças da Eternidade. As empresas fecham, os desempregados aumentam, os impostos crescem, penhoram casas, automóveis, o ar que respiramos e a maltosa incapaz de enxergar a capacidade purificadora destas medidas. Reformas ridículas, ordenados mínimos irrisórios, subsídios de cacaracá? Talvez. Mas passaremos sem dificuldade o buraco da agulha enquanto os Loureiros todos abdicam, por amor ao próximo, de uma Eternidade feliz. A transcendência deste acto dá-me vontade de ajoelhar à sua frente.

Dá-me vontade? Ajoelho à sua frente, indigno de lhes desapertar as correias dos sapatos. Vale e Azevedo para os Jerónimos, já! Loureiro para o Panteão, já! Jorge Coelho para o Mosteiro de Alcobaça, já! Sócrates para a Torre de Belém, já! A Torre de Belém não, que é tão feia. Para a Batalha. Fora com o Soldado Desconhecido, o Gama, o Herculano, as criaturas de pacotilha com que os livros de História nos enganaram.

Que o Dia de Camões passe a chamar-se Dia de Armando Vara. Haja sentido das proporções, haja espírito de medida, haja respeito. Estátuas equestres para todos, veneração nacional. Esta mania tacanha de perseguir o senhor Oliveira e Costa: libertem-no. Esta pouca vergonha contra os poucos que estão presos, os quase nenhuns que estão presos por, como provou o senhor Vale e Azevedo, como provou o senhor Carlos Cruz, hedionda perseguição pessoal com fins inconfessáveis. Admitam-no. E voltem a pôr o senhor Dias Loureiro no Conselho de Estado, de onde o obrigaram, por maldade e inveja, a sair. Quero o senhor Mexia no Terreiro do Paço, no lugar de D. José que, aliás, era um pateta. Quero outro mártir qualquer, tanto faz, no lugar do Marquês de Pombal, esse tirano.

Acabem com a pouca vergonha dos Sindicatos.

Acabem com as manifestações, as greves, os protestos, por favor deixem de pecar. Como pedia o doutor João das Regras, olhai, olhai bem, mas vêde. E tereis mais fominha e, em consequência, mais Paraíso. Agradeçam este solzinho.

Agradeçam a Linha Branca. Agradeçam a sopa e a peçazita de fruta do jantar.

Abaixo o Bem-Estar. Vocês falam em crise mas as actrizes das telenovelas continuam a aumentar o peito: onde é que está a crise, então? Não gostam de olhar aquelas generosas abundâncias que uns violadores de sepulturas, com a alcunha de cirurgiões plásticos, vos oferecem ao olhinho guloso? Não comem carne mas podem comer lábios da grossura de bifes do lombo e transformar as caras das mulheres em tenebrosas máscaras de Carnaval. Para isso já há dinheiro, não é? E vocês a queixarem-se sem vergonha, e vocês cartazes, cortejos, berros.

Proíbam-se os lamentos injustos. Não se vendem livros? Mentira. O senhor Rodrigo dos Santos vende e, enquanto vender, o nível da nossa cultura ultrapassa, sem dificuldade, a Academia Francesa. Que queremos? Temos peitos, lábios, literatura e os ministros e os ex-ministros a tomarem conta disto.

Sinceramente, sejamos justos, a que mais se pode aspirar? O resto são coisas insignificantes: desemprego, preços a dispararem, não haver com que pagar ao médico e à farmácia, ninharias. Como é que ainda sobram criaturas com a desfaçatez de protestarem? Da mesma forma que os processos importantes em tribunal a indignação há-de, fatalmente, de prescrever. E, magrinhos, magrinhos mas com peitos de litro e beijando-nos um aos outros com os bifes das bocas seremos, como é nossa obrigação, felizes.

António Lobo Antunes, Abril de 2012, Visão

o ps de seguro é igual ao de sócrates

O PS ao abster-se na moção de censura, que o PCP apresentou ao actual Governo PSD CDS-PP, indicia exactamente, ao contrário do que o PS tem dito e que hoje reiterou de que com Sócrates seria diferente, que defende exactamente o mesmo que este governo PSD.

Quanto à conversa de treta que Seguro propaga qual papagaio de que “não consigo imaginar como é que o país consegue ter mais medidas de austeridade”,  é isso mesmo, conversa de treta. Se realmente quisesse mudança e diferença então tinha votado favoravelmente a moção de censura. O problema é que o PS também anda sob toque de vara da outra senhora. Parece que nos ditos “principais partidos” gente de fibra, que defenda o seu país e os interesses do mesmo, é coisa escassa; vassalagem deve ser palavra-senha de acesso às cúpulas…

o primeiro-ministro preferia um nobel!

Sabe a psicologia que o nosso sistema sistema nervoso central não reconhece a negativa, talvez Passos Coelho interiorizasse melhor o que se passa no nosso país se no lugar da Moção de Censura se falasse do Nobel da Mentira; também desconfio que a cobertura jornalística fosse muito maior, mais séria, e as audiências também.

Até o calor abrasador que se sente no Algarve é bem mais sério que a abordagem que o Primeiro-Ministro Passos Coelho fez à Moção de Censura que muito bem e a tempo lhe foi apresentada.

A moção de censura do PCP ao Governo é dirigida contra o mundo e a realidade – Passos Coelho

Talvez a abordagem fosse mais séria se se tratasse do Nobel da Mentira. Passos, e este  governo, não perceberam ainda que “contra o mundo e a realidade”, pior contra os cidadãos portugueses são as políticas que têm aplicado.  Mas como se não bastasse a falta de consciência que a frase acima revela, continuou:

Quem nunca se deixou enganar pelo PCP foi o povo português – Passos Coelho

Pois! O PCP nunca enganou o povo é verdade, a história assim o tem demonstrado. Durante todos estes anos não contribuiu para o estado miserável em que se encontra o país; até com a actual crise do Euro se preocupou atempadamente. Em boa verdade os factos são que o PCP coloca as questões, incómodas ou não, na altura  devida. Quando há 20 anos atrás ninguém queria discutir o EURO, não havia interessados, o que interessava era avançar para a frente de maneira que ninguém visse a pertinência das questões levantadas e as consequências que agora esbarram connosco todos os dias, desemprego jovem a aumentar, condições de vida piores, assimetrias sociais e económicas em crescendo, etc. muitos quiseram mas como sempre foram etiquetados de “comunistas” que é como quem diz “são os gajos da cassete, dizem sempre o mesmo, não interessa, vivem alheados da realidade”. Nota-se! Nota-se o alheados que vivem da realidade…

Factos consumados, o PSD enganou reiteradamente, e continua a enganar, os cidadãos mas isto parece fazer pouca mossa na consciência dos quadros do partido (PSD) que continuam a tentar desviar o assunto sempre que se tenta perceber as incoerências intersticiais da sua organização. Vai daí, adoptam como estratégia – pouco elaborada, gasta como as cassetes desse tempo – o discurso populista que aqui se traduziu nas frases proferidas pelo Primeiro-Ministro e que aqui citámos.

Contudo, como vivemos numa era tecnológica – que chegou a ser a paixão de um outro primeiro-ministro que agora estuda filosofia em Paris depois de ajudar ao belo brilharete de afundar esta nação à beira-mar plantada – deixo aqui uma recolha das conversas que o actual primeiro-ministro andou a fazer durante a campanha eleitoral, uma compilação da autoria do blogue Aventar.

É sempre bom recordar: quem é que engana quem!?

Afinal vejamos algumas das passagens da a moção de censura do PCP ao governo:

Após mais de um ano de Governo e de aplicação do pacto de agressão, ao povo e ao país, que
constitui o memorando preparado e assinado com a União Europeia e o FMI pelo Governo PS,
subscrito por PSD e CDS e posto em prática pelo atual Governo, a situação nacional é
desastrosa. (…)

O projeto de regressão económica e social e de amputação da soberania aplicado pelo Governo
PSD/CDS está a destruir o país. (…)

Provoca uma recessão económica cada vez mais profunda, fazendo recuar a economia para
níveis de há sete anos atrás, destruindo vastos sectores de atividade, depauperando ainda mais o
setor produtivo e estrangulando as micro, pequenas e médias empresas. A falta de crédito à
economia, a manutenção de elevados custos de produção (designadamente energia,
combustíveis e telecomunicações), a destruição do poder de compra das famílias com a retração
violenta do mercado interno, a que se acrescenta um severo abrandamento das exportações,
deixam a economia nacional cada vez mais fragilizada e dependente.

É desfasada da realidade esta análise? Não é isto que se passa todos os dias? Dos que produzem aos que consomem? Ou as empresas têm aumentado os lucros? E os ordenados foram aumentados? E todos os cidadãos portugueses têm emprego digno? e condições de vida dignas? E o sistema nacional de saúde funciona cada vez melhor? E o ensino também teve melhorias?

Quando Passos Coelho diz que a análise do PCP “é dirigida contra o mundo e a realidade” está a dizer que não sabe nada do país que está a governar, ou melhor, que não lhe interessam as condições de vida e as vidas dos cidadãos que está a governar. É uma afirmação de protecção de um ego que se quer preservar a todo o custo, nem que isso signifique colocar milhões em sofrimento. Ora, é mesmo esta postura que se espera de um primeiro-ministro, de um governo e de partidos que não enganam o povo… Já que me quer roubar o futuro e à maioria dos portugueses ao menos que seja intelectualmente honesto! E radical sr. primeiro-ministro é a sua constante falta de consideração pela inteligência dos cidadãos portugueses; bem como a austeridade a que nos condena cegamente enquanto subserviente de uma ditadorazeca. Se o país tivesse um partido radical a esta altura não se dialogava na assembleia da república…

Quanto aos que nunca enganaram o povo, aqui fica a intervenção de Bernardino Soares