PCP faz pergunta ao governo sobre despedimento coletivo no Intermarché de Messines

O Grupo Parlamentar do PCP endereçou uma pergunta ao Governo sobre o despedimento coletivo na loja Intermarché de São Bartolomeu de Messines (concelho de Silves).

Segundo o PCP, a loja Intermarché de São Bartolomeu de Messines, no concelho de Silves, anunciou a intenção de proceder ao despedimento coletivo dos seus 21 trabalhadores.

Esta loja, com 500 m2 e inaugurada em outubro de 2007, funciona em sistema de franchising, com uma licença cedida pelo grupo Os Mosqueteiros, que, além da marca Intermarché/Ecomarché, detém ainda as marcas Bricomarché e Roady.

De acordo com o detentor da licença de exploração da loja do Intermarché de São Bartolomeu de Messines, o grupo Os Mosqueteiros está a exigir que o pagamento das mercadorias seja efetuado antes de estas serem entregues na loja – quando antes o pagamento era efetuado a 30 dias –, além de exigir, ainda, avultados investimentos na expansão da loja que o seu proprietário afirma não estar em condições de fazer.

O PCP sublinha que estas circunstâncias colocam a loja Intermarché de São Bartolomeu de Messines «em risco de falência e ameaçam lançar no desemprego os 21 trabalhadores deste estabelecimento comercial, numa região que conta com a maior taxa de desemprego a nível nacional».

Por isso, o Grupo Parlamentar do PCP questionou o Governo, através do Ministério da Economia e do Emprego, sobre a realização de uma ação inspetiva por parte da Autoridade para as Condições do Trabalho relativamente a esta situação, sobre as medidas que o Governo irá tomar para defender os postos de trabalho e os direitos dos trabalhadores e ainda sobre os eventuais apoios nacionais ou comunitários, incluindo apoios para formação profissional e benefícios fiscais, recebidos pela empresa Os Mosqueteiros nos últimos cinco anos.

no Sul Informação

Um exemplo a seguir

Almada decide encerrar grandes superfícies aos domingos e feriados à tarde

Assim se protege o comércio local do capitalismo desenfreado levado a cabo pelas grandes superfícies que não ajudam ao desenvolvimento do produtor e do comércio local, apenas descapitalizam os nossos recursos agrícolas e humanos.

Devia ser um exemplo a seguir por esse país fora.