Um exemplo a seguir

Almada decide encerrar grandes superfícies aos domingos e feriados à tarde

Assim se protege o comércio local do capitalismo desenfreado levado a cabo pelas grandes superfícies que não ajudam ao desenvolvimento do produtor e do comércio local, apenas descapitalizam os nossos recursos agrícolas e humanos.

Devia ser um exemplo a seguir por esse país fora.

3 thoughts on “Um exemplo a seguir

  1. Estou certo que as lojas dos chineses de Almada irão apreciar essa medida. Esses sim são um povo que é a antítese do capitalismo selvagem. O comércio local aberto nos dias úteis das 9 às 6 é uma inutilidade para quem trabalha. Não lhe parece que devreia ser o comércio local a adaptar-se à nova realidade em vez de encontrar formas estúpidas de obrigar a realidade a adaptar-se aos comerciantes locais?

    • Caro Igor,

      não sabe, mas digo-lhe que eu não venho ao blog todos os dias! Por isso é que o seu comentário ainda não estava publicado.
      Não tire logo conclusões precipitadas.
      Talvez os horários do comércio local pudessem mudar mas também não podemos generalizar dessa forma que o horário que praticam não serve a ninguém porque muita da população dos bairros, no caso que conheço de Lisboa e Almada, que vai às compras nesses sítios fá-lo muitas vezes de manhã e à tarde até por volta das 17h/18h porque é uma população mais envelhecida e reformada, sempre serve alguém. E destes casos que estou a falar muitos comerciantes não fecham à hora do almoço.
      Claro que concordo que para quem trabalha esses horários semanais não são muito práticos, aí os comerciantes poderiam pensar noutros horários, talvez abrirem na mesma de manhã mas à tarde abrirem o comércio mais tarde e fechar também mais tarde. Essas soluções devem ser discutidas com quem pratica o comércio local de forma a que possam ver quais as necessidades e que medidas a tomar. Sendo que as realidades são muitas e diferem não apenas de região para região mas de localidade para localidade acho que essas opções devem sempre passar pela discussão com os seus intervenientes directos.
      Não podemos esquecer é que o comércio tradicional/local não consegue competir com as grandes superfícies e tem por isso que ser protegido. O comércio local não tem capacidade financeira de ter muitos postos de trabalho, mesmo que mal pagos como os caixas das grandes superfícies a fazer turnos, turnos estes que permitem as grandes superfícies serem concorrentes desleais do comércio tradicional porque implicam uma exploração do trabalhador quanto às horas de trabalho a efectuar.
      A abertura de grandes superfícies aos fins-de-semana e feriados assenta numa política de capitalismo selvagem, que promove o consumo de determinados bens e serviços em detrimento do desenvolvimento local da região. As pessoas concentram-se nesses sítios, sem terem necessidade desses bens e acabam por passar os domingos e feriados em franco stress consumista ao invés de tratarem do seu bem-estar, conviver com os amigos e família, passear, fazer desporto, etc. Claro cada um vive a vida como quer dentro das opções que faz ou que pode fazer.
      O que defendo é que não se pode permitir às grandes superfícies monopólios de consumo e bens com base na suposta liberdade que é comprar. Ao ritmo que crescem as grandes superfícies no Algarve as autarquias acabam com o comércio local num abrir e fechar de olhos. Já somos a região do país com maior taxa de metros quadrados de grandes superfícies por mil habitantes, e uma das maiores da Europa segundo a Associação do Comércio e Serviços da região do Algarve (ACRAL). Se o comércio tradicional/local na nossa região, por exemplo, na minha vila S. B. de Messines está aliado ao produtor local e escoa os seus produtos as grandes superfícies vendem o que é estrangeiro. É o monopólio do mercado da distribuição que o Governo PS decidiu passar para as autarquias sem ter primeiro discutido o problema com os envolvidos mas que depois alguns vereadores PS locais bradam aos céus a dizer que há que salvar a Alicoop/Alisuper como se o seu partido nada tivesse que ver com a regulação ou não regulação dos mercados… Por isso a discussão destes assuntos não se pode ficar apenas pela rama!

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