destaques da leitura do fim-de-semana acerca do orçamento de estado 2011


Jerónimo de Sousa anuncia voto contra do PCP

uma vez que este será responsável por “mais e insuportáveis sacrifícios” para os trabalhadores

“A par de mais e insuportáveis sacrifícios impostos aos trabalhadores, PS e PSD preparam-se para manter intocáveis os privilégios e as condições de acumulação do lucro pelos principais grupos económicos e financeiros”

“Este não é o orçamento que o país precisa. Nesse sentido, o PCP votará contra esta proposta de Orçamento do Estado”, anunciou. Jerónimo de Sousa afirmou que “se Sócrates for embora não vem mal ao mundo”, porque “bem se pode substituir o executante, se não se altera a política”, e sublinhou que “não é por acaso que se verificou aquele frenesim dos banqueiros à porta do PSD e do Governo a querer defender o seu Orçamento”.


Aprovação do Orçamento será “uma tragédia para o país” Francisco Lopes

“Orçamentos destes têm caracterizado os últimos 30 anos e conduziram-nos à situação actual”

defendeu que o actual Presidente Cavaco Silva e o candidato Manuel Alegre foram “omissos” sobre o Orçamento, convergindo numa ideia de remeter para a Assembleia da República. “É claro que é a Assembleia da República que tem que debater e aprovar o Orçamento, mas o Presidente da República deve ter claro o rumo para o país. O facto de se refugiarem no silêncio, na prática, é um comprometimento com as opções do Orçamento”, salientou


Classe média é que vai “pagar a factura” dos impostos Mira Amaral

o que vai tornar a classe média “cada vez mais classe média baixa”


BE contra OE que dê “expressão a política de recessão” José Pureza

redução do défice “é possível com coragem política” para “afrontar poderes muito enraizados na vida nacional”


PSD classifica OE como “pouco consistente”, “irrealista” e “denso”

As palavras finais sobre o documento ficam para terça-feira para o Conselho Nacional do partido


CDS critica ataque à classe média e pouco esforço de contenção

a proposta de Orçamento do Estado para 2011 representa um “ataque muito grande” à “frágil” classe média e criticou a “incompreensível” ausência de um “esforço maior na contenção da despesa”


Eduardo Catroga: Governo “deixou encurralar a economia”

“É um orçamento mau. É consequência de não se ter feito o trabalho que se devia ter feito em 2010, em que se continuou a aumentar a despesa, e da má qualidade da consolidação orçamental que o Governo apontou ter feito entre 2005 e 2008”, disse à Lusa o economista.


Cortes na diálise ajudam a poupar 1,2 mil milhões

É o ministério (Saúde) que sofre o maior corte orçamental deste ano, quase 13%. Apesar de as medidas anunciadas já preverem uma redução de cerca de metade desta verba, a tutela quer ainda apertar o cinto nos apoios à diálise, remédios ou ADSE.


Mau começo, mau agoiro?

António Perez Metelo

“não me lembro de ter assistido, até ontem, à entrega formalmente integral do enunciado da proposta de lei do Orçamento, com os respectivos anexos – como a lei manda – sem que se publicasse, ao mesmo tempo, o “Relatório”. É ele que traça o que se passou no ano precedente, o enquadramento internacional, a definição dos objectivos traçados para o ano seguinte, o cenário macroeconómico que o enformará. Em suma, sem a explicitação política que é suposto dar vida e coerência a cada um dos artigos do articulado.

É um mau começo, este que remete a política para uma apresentação posterior, passadas dez horas. Será que o OE 2011, com arranque torto, conseguirá endireitar-se na votação de 29 de Outubro?”

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