Paulo Sá eleito deputado CDU pelo Algarve
No dia da sua eleição, rtp.
Paulo Sá é o primeiro deputado eleito pela CDU por Faro desde 1987
Paulo Sá é professor associado com agregação do departamento de física da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade do Algarve, doutorado em Física pelo Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa.
A importância da sua eleição prende-se com o reforço do trabalho da CDU na Assembleia da República em defesa do nosso país e mais especificamente do Algarve. Embora a CDU não tivesse deputado pelo Algarve, a CDU nunca deixou de levar os problemas do Algarve à Assembleia da República através dos outros deputados eleitos. Uma dessas situações foi o arranjo da Estrada EN264 Messines-Algoz que PS e PSD rejeitaram pois o Algarve necessitava de outras coisas mais urgentes!!!!!!!!!!!!! Olhando para o concelho de Silves não se percebe sequer o que foi feito!
Ainda quanto aos resultados obtidos pela CDU nestas legislativas, apesar de termos consolidado a expressão eleitoral – o que já havia acontecido nas legislativas de 2009, temos um longo trabalho pela frente já que de fundo não houve alteração no quadro de prática política do país com este governo PSD – CDS. Como afirmou Jerónimo de Sousa ontem à noite:
PSD e CDS bem podem nesta noite e nestas horas mais próximas insistirem na palavrosa disputa sobre o futuro governo, as pastas e ministérios que cada um já reclamará, para iludir os previsíveis entendimentos em torno daquilo que os une e unirá: a defesa dos interesses dos grupos económicos e financeiros; a concretização de um programa, o pacto com o FMI, a UE e o BCE que é uma verdadeira declaração de guerra aos direitos e condições de vida dos trabalhadores e do povo que, todos e cada um por si, mantiveram escondido dos portugueses.
O resultado destas eleições são essencialmente expressão directa de um apoio eleitoral ditado pelo conjunto de promessas e intenções que PSD, CDS e PS semearam, iludindo sempre que o memorando que subscreveram com o FMI e a UE, constitui de facto o seu único e verdadeiro programa de acção.
Os votos agora obtidos por PSD e CDS, mas também pelo PS, podem ser apresentados como resultado do que falsamente prometeram. Mas não podem seguramente ser invocados para legitimar o programa de ingerência externa que mantiveram escondido e portanto não escrutinado, e para justificar as medidas de agravamento da exploração de quem trabalha, de acentuação das injustiças, de empobrecimento e declínio do país.
E mentira fosse que não estão todos na mesma página, cá está a 1ª página do expresso:
Convém ter em mente que embora Sócrates se vá demitir de secretário-geral do PS outros lá continuam resguardados pela sua frase de ontem em que assumiu a responsabilidade sozinho. Sangrou um para que os outros não tivessem que dar a cara. Não hajam ilusões porque não estamos em tempo de poder cometer muitos mais erros! não é com a saída de Sócrates que o PS vai passar a ser de esquerda!
hoje que é dia da criança, pensamento para 5 de Junho
“se tolerares isto, as tuas crianças serão as próximas“
“if you tolerate this your children will be next”
The future teaches you to be alone
The present to be afraid and cold
So if I can shoot rabbits
Then I can shoot fascistsBullets for your brain today
But we’ll forget it all again
Monuments put from pen to paper
Turns me into a gutless wonderAnd if you tolerate this
Then your children will be next
And if you tolerate this
Then your children will be next
Will be next
Will be next
Will be next
O futuro ensina-te a estar sozinho
O presente a ter medo e frio
Se eu posso caçar coelhos
Então eu posso caçar fascistasBalas para o teu cérebro hoje
Mas vamos esquecer tudo isso de novo
Monumentos passados da caneta para o papel
Tornam-me numa maravilha cobardeE se tu toleras isso
Em seguida, os teus filhos vão ser os próximos
E se tu toleras isso
Em seguida, os teus filhos vão ser os próximos
Vão ser os próximos
Vão ser os próximos
Vão ser os próximos
“As palavras são importantes: empréstimo não é ajuda” João Rodrigues
Uma comunicação social livre, exigente, isenta e plural é uma condição fundamental da democracia. À relevância do papel social de produção e difusão de notícias deve corresponder a mesma dose de responsabilidade e exigência no tratamento noticioso da realidade que é, necessariamente, construída pela própria noticia. Especialmente num período em que nos aproximamos de eleições, a responsabilidade sobre os temas tratados não deve existir apenas no plano da justa distribuição de tempo pelas várias ideias e opções politicas que se apresentam perante o sufrágio dos cidadãos: a semântica reveste-se igualmente de uma importância crucial no tratamento noticioso.
Neste sentido, torna-se manifestamente inaceitável que a generalidade dos órgãos de comunicação social continue a reproduzir, displicentemente, a ideia de que o empréstimo da “troika” FMI-BCE-UE constitui uma “ajuda externa”, optando assim, implicitamente, pela aceitação acrítica desta noção.
Ora, em primeiro lugar, um empréstimo com uma taxa de juro tão elevada dificilmente pode ser considerado uma ajuda. E, em segundo lugar, este empréstimo, encontra-se associado a um acordo, que obriga o Estado Português a cumprir – a troco do empréstimo – um conjunto de contrapartidas que se materializam em medidas de austeridade fiscais, sociais e económicas. Por último, assumir acriticamente que se trata de uma ajuda significa ignorar a profunda controvérsia, contestação e discussão quanto à pertinência e adequação destas medidas, cujos impactos sociais e económicos nefastos são amplamente reconhecidos.
Ao atribuir-se ao memorando da “troika” o epíteto de “ajuda externa” está-se portanto a construir, ou a veicular com manifesta parcialidade, uma narrativa política que favorece quem se comprometeu com este acordo, em detrimento de outras narrativas, igualmente existentes, nomeadamente da parte de quem o contesta. Quando a ideologia se infiltra desta forma inaceitável, numa sociedade plural, no tratamento noticioso, é não só o jornalismo que sai diminuído, mas também a própria democracia.
Sabemos, pelos programas dos partidos que concorrem a eleições, que existem diferentes abordagens, interpretações e propostas de solução no que concerne ao problema da dívida da República Portuguesa. São estas perspectivas que estarão sob escrutínio dos eleitores no dia 5 de Junho. Ao assumir acriticamente a ideia de “ajuda externa”, a comunicação social interfere no processo plural de debate de ideias, contribuindo para que a ideologia se sobreponha à democracia. É por isso inaceitável que o acordo da “troika” receba o rótulo de “ajuda”, tornando-se por isso urgente que os diferentes órgãos de comunicação social se lhe refiram em termos mais rigorosos, isentos e correctos de um ponto de vista da linguagem económica, recorrendo por exemplo às expressões de “crédito”, “empréstimo” ou “intervenção externa”.
Um empréstimo não é ajuda. Subscrevam a petição.
João Rodrigues, Ladrões de Bicicletas
cdu, para um país com futuro
Ai essa cabecinha sr. tiago mesquita!
Se não tem vícios, marketing e falsidade é porque o ideal comunista é de facto uma solução, e discordo se si, com o preço do gasóleo e da gasolina actual mais valia andar de charrete, farta de contribuir para alimentar burros que nem isso sabem fazer estou eu.
E se a “cassete” não muda é porque o nosso país não evoluiu. E estivéssemos enganados a história recente infelizmente mostra que não estávamos. O Euro a colapsar, solidariedade europeia zero – até porque a ideia da UE não era essa, os comunistas é que são os utópicos mas os outros é que compram facilmente os discursos populistas de treta, – e até o “Paulinho das Feiras” tem feito a sua campanha com uma das faixas da nossa cassete, a agricultura e a revitalização do tecido produtivo.
No fim do dia há os que preferem viver amedrontados com o estado actual de coisas do que encarar a possibilidade de mudança séria, honesta e progressiva para o país. No dia 5 de Junho basta votarem CDU para um outro rumo.
Em democracia a qualidade da mesma está nas nossas mãos.













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